MPF denuncia pastor por pregar racismo religioso e incentivar “guerra espiritual” no Rio
Religioso é processado por discurso de ódio contra religiões de matrizes afro-brasileiras
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Camila Stucaluc
Representação de Iemanjá | Reprodução
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública contra um pastor evangélico por disseminar discurso discriminatório que ataca religiões de matrizes afro-brasileiras. No documento, o órgão pede indenização de R$ 100 mil, em função das violações aos direitos fundamentais causadas pelas ofensas.
Segundo a representação formulada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Estado do Rio de Janeiro, o pastor atacou o evento chamado “Águas de Axé”, realizado anualmente, na cidade de Mangaratiba. Tudo foi gravado e publicado na internet.
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No vídeo, o pastor aparece associando a representação de Iemanjá a “uma série de coisas maléficas”. Ele também convoca seus fiéis para uma espécie de “guerra espiritual” para que a Praia de Jacareí não se transforme em “lama”, como teria acontecido na Praia de Sepetiba, onde também foi colocada uma escultura de Iemanjá.
Para o MPF, as declarações do líder religioso caracterizam discurso de ódio, uma vez que associa as religiões de matrizes afro-brasileiras à desgraça e à degradação.
O caso também chegou à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, que solicitou uma cópia para apuração na área criminal. Isso porque, conforme a lei, é considerado crime “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”, prevendo uma pena que pode chegar a cinco anos.
MPF denuncia pastor por pregar racismo religioso e incentivar “guerra espiritual” no RioReligioso é processado por discurso de ódio contra religiões de matrizes afro-brasileirasJustiça2024-07-31T10:07:59.274ZO Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública contra um pastor evangélico por disseminar discurso discriminatório que ataca religiões de matrizes afro-brasileiras. No documento, o órgão pede indenização de R$ 100 mil, em função das violações aos direitos fundamentais causadas pelas ofensas. Segundo a representação formulada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Estado do Rio de Janeiro, o pastor atacou o evento chamado “Águas de Axé”, realizado anualmente, na cidade de Mangaratiba. Tudo foi gravado e publicado na internet. No vídeo, o pastor aparece associando a representação de Iemanjá a “uma série de coisas maléficas”. Ele também convoca seus fiéis para uma espécie de “guerra espiritual” para que a Praia de Jacareí não se transforme em “lama”, como teria acontecido na Praia de Sepetiba, onde também foi colocada uma escultura de Iemanjá. Para o MPF, as declarações do líder religioso caracterizam discurso de ódio, uma vez que associa as religiões de matrizes afro-brasileiras à desgraça e à degradação. O caso também chegou à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, que solicitou uma cópia para apuração na área criminal. Isso porque, conforme a lei, é considerado crime “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”, prevendo uma pena que pode chegar a cinco anos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/mpf-denuncia-pastor-por-pregar-racismo-religioso-e-incentivar-guerra-espiritual-no-rio