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Covid-19: casos graves aumentam chance de parto prematuro

Pesquisa revelou que, a cada 100 gestantes que desenvolveram a forma crítica da doença, 30 tiveram bebês antes do tempo esperado

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Foto de um recém-nascido envolto em panos brancos. O foco está nos pequenos pés
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Estudos internacionais publicados pelo Ministério da Saúde revelaram que grávidas que desenvolvem sintomas graves da Covid-19 têm mais chances de ter partos prematuros. Especialistas alertam que o risco é maior no terceiro trimestre da gestação.

A pesquisa apontou que, a cada 100 gestantes que desenvolveram a forma grave da covid, 30 tiveram bebês prematuros. Sem a doença, a média é de 11 partos antes do tempo normal.

"Quando você tem uma infecção, há a liberação de substâncias inflamatórias; a própria febre, a hipoxemia causada pela Covid-19, que é essa queda de oxigênio do organismo. Tudo isso desencadeia processos que causam contrações do útero, dilatação e o parto espontâneo prematuro", explicou Giuliane Lajos, especialista em obstetrícia de alto risco da Febrasgo e professora da Universidade Estadual de Campinas.

Romana Novais, que é médica, desenvolveu a forma crítica da doença e deu à luz Raika, que nasceu com 32 semanas de gestação. No caso dela, o risco era tão alto que os médicos explicaram que a mãe poderia ter falecido. Partos que ocorrem antes da 37ª são considerados prematuros. 

Os riscos se dão durante a vigência da doença e quando a gestante desenvolve a forma grave do novo coronavírus. Aquelas que foram infectadas, tiveram sintomas leves e se curaram não têm maiores chances de parir antes do tempo. A recomendação da médica é de que as mulheres façam mensalmente o exame de ultrassom para acompanhar o crescimento do bebê.
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