Bolsonaro diz que Brasil tem que deixar de ser "país de maricas"
Durante evento para lançar campanha de retomada do turismo, presidente desabafa e ataca imprensa e governador de São Paulo ao falar da pandemia

O presidente Jair Bolsonaro durante evento no Palácio do Planalto
"Lamento os mortos (pela pandemia). Lamento. Todos nós vamos morrer um dia. Aqui todo mundo vai morrer. O Sergio vai morrer um dia né, Sergião? Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas. Olha que prato cheio para a imprensa. Prato cheio para a urubazada que está ali atrás", afirmou o presidente durante um evento para anunciar a campanha de retomada do Turismo.
No meio de seu ataque de fúria, Bolsonaro voltou a alfinetar Doria ao dizer que, durante a pandemia, foi impedido e tomar decisões.
"Nós aqui, numa onda mundial, fechamos tudo. E agora já começa amedrontar o povo com uma segunda onda. Tem que enfrentar. É a vida. Como chefe de estado, tem que tomar decisões que não me deixaram tomar. Não sei por que cargas d'água", disse. "O que faltou para nós não foi um líder. Faltou deixar um líder trabalhar, porque eu fui eleito para isso. Imagina se tivesse o Haddad no meu lugar? Ou tivesse o governador de São Paulo no meu lugar, como estaria o Brasil? Que desgraça que estaria esse país".
A vacina é a aposta de Doria para tentar controlar a pademia. Os testes da Coronavac, no entanto, foram suspensos pela Agência Nacional de Vigilâcia Sanitária (Anvisa) nesta segunda-feira (9), em razão de uma morte durante os estudos clínicos. Mais tarde, Bolsonaro afirmou que a suspensão dos testes representavam que ele tinha ganhado de Doria. "Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o [governador João] Doria queria obrigar todos os paulistanos a tomá-la", escreveu o presidente como resposta. "O presidente [Bolsonaro] disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha".
Bolsonaro pediu desculpas ao final de sua fala, que classificou como "desabafo".















