Esportes

Jogos Paralímpicos: 3 em cada 10 atletas da delegação do Brasil são de SP; conheça as histórias

Time Brasil chega aos Jogos Paralímpicos com a maior delegação da história e busca superar campanha de Tóquio 2021, em que 72 medalhas foram conquistadas

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SBT News
28/08/2024, 22:52 • Atualizado em 28/08/2024, 23:09
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Brasil chega aos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 com sua maior delegação | Fotos: CPB

Brasil chega aos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 com sua maior delegação | Fotos: CPB

Começaram nesta quarta-feira (28) os Jogos Paralímpicos de Paris 2024. A delegação brasileira será a maior para uma edição dos Jogos fora do Brasil, com 280 atletas no total. São 255 pessoas com deficiência, 19 atletas-guia (18 para o atletismo e 1 para o triatlo), 3 calheiros da bocha, 2 goleiros do futebol de cegos e 1 timoneiro do remo.

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Desses, 91 foram formados pelo Time SP, programa criado pelo Governo de São Paulo por meio da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Ou seja, três em cada dez atletas brasileiros convocados para as Paralimpíadas de Paris 2024 foram formados em São Paulo.

Entre eles está Alina Dumas, atleta da Seleção Paralímpica Brasileira de Para-Remo, que também é doutoranda da Faculdade de Medicina da USP. Atualmente é a voga da equipe, ou seja, a remadora que comanda o ritmo do barco com quatro atletas, todos com limitação motora, mas que utilizam tronco, pernas e braços.

Argentina de nascimento, Alina Dumas é naturalizada brasileira e concilia o estudo na área de medicina com a sua paixão pelo remo | Agência SP
Argentina de nascimento, Alina Dumas é naturalizada brasileira e concilia o estudo na área de medicina com a sua paixão pelo remo | Agência SP

Argentina de nascimento, ela é naturalizada brasileira e a história dela no esporte começou com a natação. O interesse pelo remo veio após assistir à modalidade em Londres em 2012, mas foi durante a sua graduação no Canadá, que, de fato, Alina começou a remar. Quando veio ao Brasil para continuar os estudos, passou a remar ainda no remo convencional pelo Esporte Clube Pinheiros.

Em 2020, a atleta realizou uma série de cirurgias de reconstrução ligamentar no tornozelo e, devido a uma rejeição do corpo ao procedimento, Alina desenvolveu uma fibrose que limitou a mobilidade do tornozelo esquerdo.

Ela, então, passou a treinar e conseguiu a classificação no para-remo na categoria e classe PR3 4+ – barco com quatro remadores e um timoneiro.

Foram 80 medalhas conquistadas, entre ouro, prata e bronze em três campeonatos mundiais, dois parapanamericanos e vários campeonatos nacionais e internacionais | Agência SP
Foram 80 medalhas conquistadas, entre ouro, prata e bronze em três campeonatos mundiais, dois parapanamericanos e vários campeonatos nacionais e internacionais | Agência SP

Outro atleta que estará nas Paralímpiada é André Rocha. O policial aposentado é multicampeão das modalidades de lançamento de peso e de disco, e vive o auge da carreira aos 47 anos, participando pela primeira vez dos Jogos.

Nascido e criado na cidade de Taubaté, no interior de São Paulo, Rocha entrou para a Polícia Militar em 2000 e serviu por sete anos o 5º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I). Em 2005, durante uma perseguição policial, um acidente fez com que a trajetória dele na corporação fosse encerrada de forma precoce.

O soldado, na época, atendia a uma ocorrência de furto a uma residência na região. No acompanhamento a dois suspeitos, um deles subiu no telhado e, ao tentar capturá-lo, acabou caindo em um terreno baldio ao lado da casa e fraturando a coluna. O acidente deixou o policial tetraplégico. Antes de ir à reserva, permaneceu por dois anos realizando serviços administrativos na corporação.

Há 11 anos, o policial conheceu o Projeto Paralímpico Esporte para Todos, da Secretaria de Esporte de Taubaté, e lá descobriu o talento para o esporte. Desde então, disputou três campeonatos mundiais, dois parapanamericanos e vários campeonatos nacionais e internacionais representando o Brasil. Foram 80 medalhas conquistadas, entre ouro, prata e bronze.

Ciclo histórico

A delegação brasileira chega a Paris em um dos melhores ciclos de sua história em diversas modalidades, com resultados relevantes em mundiais, e busca superar o desempenho da Paralímpiada do Japão, em 2021, e do Rio 2016.

Naqueles Jogos, a delegação conquistou o maior número de medalhas únicas, com 72 em cada. Mas foi no Japão que o país estabeleceu o recorde de ouros, 22, superando a marca de Londres 2012, quando 21 brasileiros subiram ao lugar mais alto do pódio. Em 2016, foram 14 ouros.

O atletismo é o esporte em que o Brasil mais conquistou medalhas em Jogos Paralímpicos, com 170, somando os pódios das provas nas pistas e no campo – foram 48 de ouro, 70 de prata e 52 de bronze.

Na história dos Jogos Paralímpicos, o Brasil já conquistou 373 medalhas, sendo 109 de ouro, 132 de prata e 132 de bronze: e está a 27 medalhas do seu 400º pódio no evento.

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