Eleições

TSE pretende intensificar ações contra abstenção no 2º turno

Primeira etapa do pleito registrou 21,08% de ausência, maior percentual desde 1998

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Camila Stucaluc
Urna eletrônica | Antonio Augusto/Ascom/TSE

Urna eletrônica | Antonio Augusto/Ascom/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou na noite de domingo (4) que pretende trabalhar para diminuir a abstenção de eleitores no segundo turno. Dados da Justiça Eleitoral apontaram para 21,08% de ausência no primeiro turno, equivalente a 33,4 milhões de eleitores.

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Segundo Nunes Marques, a abstenção foi especialmente alta entre grupos que não têm obrigatoriedade de votar, como idosos (50%) e jovens entre 16 e 17 anos (20%). O presidente do TSE, no entanto, reconheceu que o percentual de ausência está longe do ideal e sinalizou que o foco será reduzir esse número.

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“Não é o ideal uma abstenção de 20%. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para que a gente consiga diminuir esse percentual no segundo turno”, disse Nunes Marques.

Entre as medidas já em ação, o presidente do TSE citou a campanha de influenciadores digitais, que convida eleitores, principalmente jovens, a irem às urnas. Também mencionou o projeto “Seu Voto Importa”, que transporta eleitores até suas seções eleitorais e os conduzem de volta para casa.

Recorde de abstenções

O percentual de abstenção no primeiro turno das eleições de 2026 é considerado o maior desde 1998, quando a Justiça Eleitoral registrou 21,5% de abstenção. O percentual representa um desafio para o TSE, já que está em trajetória ascendente desde 2006.

Nas eleições presidenciais de 2022, por exemplo, o número de eleitores faltosos foi de 20,95% na primeira etapa do pleito. Em 2018, o percentual havia sido de 20,33%, e em 2014, de 19,39%.

O desânimo para votar vem em uma eleição marcada pela polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Uma pesquisa do Instituto Real Time Big Data divulgada em setembro mostrou que 55% do eleitorado afirma não ter ânimo com a eleição presidencial, enquanto apenas 29% relatam entusiasmo com o pleito.

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