Eleições

Eleições: pessoas trans ampliam participação no Legislativo

No total, foram sete mulheres e um homem trans eleitos na Câmara dos Deputados e nas assembleia legislativas

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Isaque Teles
Deputada Erika Hilton (PSOL-SP) | Divulgação/Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Deputada Erika Hilton (PSOL-SP) | Divulgação/Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O primeiro turno das eleições de 2026 apontou para uma ampliação das pessoas transexuais no Congresso brasileiro e assembleias legislativas pelo país. Ao todos, foram eleitos sete mulheres trans e um homem trans.

Na Câmara dos Deputados, por exemplo, Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PSOL-MG) foram reeleitas ao cargo de deputadas federais. Além disso, Thabatta Pimenta (PSOL-RN) também obteve votos suficientes para ocupar uma cadeira no Congresso, o que ampliou a bancada deste segmento da população no Parlamento.

Já para as cadeiras de deputadas e deputados estaduais foram eleitos Sofia Favero (PSOL-SP), Thammy Miranda (PSD-SP) e Natasha Ferreira (PT-RS), que vão representar os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.

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Ainda no âmbito da assembleia legislativa, foram reeleitas Linda Brasil (PSOL-SE) e Dani Balbi (PCdoB-RJ), por Sergipe e Rio de Janeiro, respectivamente.

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Esse movimento reforçou o levantamento feito pela Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), que já havia contabilizado, em agosto de 2026, 116 candidaturas trans e travestis, um crescimento de 45,6% de candidaturas em relação às 79 mapeadas em 2022.

Dentro da divulgação, a Associação registrou que esses números não estariam disponíveis pelo TSE, já que, no período pré-eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral havia divulgado 107 pessoas que se autodeclararam trans, número que diverge do levantamento feito pela Antra.

Esse levantamento apontou pessoas cisgênero e que se declararam trans e pessoas trans que não declararam sua identidade no cadastro eleitoral.

A Antra defende que o TSE disponibilize uma lista pública de fácil acesso das candidatas que se autodeclaram trans nos mesmos moldes de nome social, para maior transparência e visibilidade das candidatas.

“As parlamentares eleitas terão diante de si o desafio de atuar em defesa da democracia, dos direitos humanos e da proteção da população trans e travestis. A Antra seguirá acompanhando, monitorando e dando visibilidade a essa atuação, porque a presença trans na política não se encerra na conquista de um mandato: ela amplia nossa capacidade de disputar direitos, proteger vidas e construir uma democracia na qual nossa comunidade também tenha poder de decisão”, declarou a associação.

A deputada federal reeleita Erika Hilton se tornou a mulher mais votada da história do país para a Câmara dos Deputado. Ela recebeu cerca de 1.5 milhões de votos. Esse número representa cinco vezes mais o 256 mil votos recebidos em 2022, quando foi eleita pela primeira vez.

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