Veículos destacam avanço da direita e cenário para o segundo turno após Flávio Bolsonaro (PL) ficar na frente de Lula (PT)
Caroline Vale
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação
Veículos internacionais destacaram a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras e apontaram a força da direita no país. Flávio terminou a votação deste domingo (4) com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
O argentino Clarín chamou de "reviravolta surpreendente e dramática" o conservador Flávio Bolsonaro contrariar as pesquisas. Mas destacou que a incerteza para o segundo turno permanece.
O britânico The Guardian publicou uma análise sobre o avanço da extrema direita e apontou fatores como a força da Igreja Evangélica, a preocupação dos eleitores com a criminalidade e a percepção de que Lula está velho como elementos que ajudaram no desempenho de Flávio.
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O Financial Times avaliou que o avanço de Flávio expõe as dificuldades enfrentadas por Lula durante a campanha. Em editorial, o jornal disse que Flávio Bolsonaro "corre o risco de desencadear uma nova crise institucional caso leve adiante sua promessa de libertar seu pai da prisão sem o apoio decisivo do Congresso".
Para o jornal, a forte polarização política e as redes sociais contribuíram e "Lula não conseguiu derrotar o bolsonarismo”.
O espanhol El País classificou a vitória de Flávio como uma demonstração de força do bolsonarismo e afirmou que o resultado deixou a extrema direita a um passo de retornar ao poder. O jornal destacou que a vantagem sobre Lula foi de aproximadamente dois pontos percentuais.
Já o britânico The Economist escreveu que os resultados mostram que o movimento radical no Brasil não foi sepultado e que o país ainda não superou a polarização de quase uma década.
Na Alemanha, a Deutsche Welle destacou a disputa entre Lula e Flávio e descreveu o senador como o candidato que busca dar continuidade ao movimento político de direita criado pelo pai. A publicação também acompanhou a eleição como uma disputa apertada e disse que a eleição foi marcada por uma "onda de direita também no Senado e nos governos estaduais".
O Washington Post destacou que Flávio Bolsonaro teve um desempenho acima do esperado no primeiro turno. Segundo o jornal, o senador teve um “desempenho surpreendentemente forte” e chega ao segundo turno contra Lula com impulso.
Imprensa estrangeira repercute 1º turno: "reviravolta"Veículos destacam avanço da direita e cenário para o segundo turno após Flávio Bolsonaro (PL) ficar na frente de Lula (PT)Eleições2026-10-05T20:15:11.491ZVeículos internacionais destacaram a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras e apontaram a força da direita no país. Flávio terminou a votação deste domingo (4) com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro. O argentino Clarín chamou de "reviravolta surpreendente e dramática" o conservador Flávio Bolsonaro contrariar as pesquisas. Mas destacou que a incerteza para o segundo turno permanece. O britânico The Guardian publicou uma análise sobre o avanço da extrema direita e apontou fatores como a força da Igreja Evangélica, a preocupação dos eleitores com a criminalidade e a percepção de que Lula está velho como elementos que ajudaram no desempenho de Flávio. O Financial Times avaliou que o avanço de Flávio expõe as dificuldades enfrentadas por Lula durante a campanha. Em editorial, o jornal disse que Flávio Bolsonaro "corre o risco de desencadear uma nova crise institucional caso leve adiante sua promessa de libertar seu pai da prisão sem o apoio decisivo do Congresso". Para o jornal, a forte polarização política e as redes sociais contribuíram e "Lula não conseguiu derrotar o bolsonarismo”. O espanhol El País classificou a vitória de Flávio como uma demonstração de força do bolsonarismo e afirmou que o resultado deixou a extrema direita a um passo de retornar ao poder. O jornal destacou que a vantagem sobre Lula foi de aproximadamente dois pontos percentuais. Já o britânico The Economist escreveu que os resultados mostram que o movimento radical no Brasil não foi sepultado e que o país ainda não superou a polarização de quase uma década. Na Alemanha, a Deutsche Welle destacou a disputa entre Lula e Flávio e descreveu o senador como o candidato que busca dar continuidade ao movimento político de direita criado pelo pai. A publicação também acompanhou a eleição como uma disputa apertada e disse que a eleição foi marcada por uma "onda de direita também no Senado e nos governos estaduais". O Washington Post destacou que Flávio Bolsonaro teve um desempenho acima do esperado no primeiro turno. Segundo o jornal, o senador teve um “desempenho surpreendentemente forte” e chega ao segundo turno contra Lula com impulso. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/imprensa-estrangeira-repercute-1-turno-reviravolta
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