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Flávio lista mudanças prioritárias na Constituição se eleito

Questionado sobre declaração de ontem em que prometeu "mudar" o texto constitucional, pregou respeito à política e disse que "várias PECs são possíveis"

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Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fala à imprensa após reunião com a federação União Progressista | Reprodução/SBT News

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fala à imprensa após reunião com a federação União Progressista | Reprodução/SBT News

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a falar nesta quarta-feira (7) de possíveis mudanças na Constituição de 1988 caso vença o segundo turno das eleições contra o presidente Lula (PT). Enumerou como prioridades uma reforma no poder Judiciário, a redução da maioridade penal e alterações na reforma tributária, que começa a entrar em vigor em 2027.

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Questionado sobre declaração feita ontem em Goiânia, em que prometeu "mudar a Constituição" com apoio de um Congresso Nacional majoritariamente de direita e com ampla presença bolsonarista, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) evitou repetir os mesmos termos.

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Disse que "a gente tem que respeitar a política" e que há "várias PECs possíveis", em alusão a propostas de emenda à Constituição.

"Tem que haver reforma do Judiciário. Sou a favor da redução da maioridade, que tem que ser feita por PEC. Pontos da reforma tributária têm que ser alterados por PEC. Fim da reeleição, para dar exemplo. Estou disputando o futuro do meu país, não o poder. Tenho compromisso de não concorrer à reeleição, e Congresso que vai definir os critérios. Se vai valer para presidente, governador", acrescentou a jornalistas, após reunião em Brasília.

Ainda falando de Congresso, o parlamentar avaliou que o Legislativo eleito em 2026 "está configurado" para alguém como ele na cadeira da Presidência da República. Para ele, uma eventual reeleição do presidente Lula (PT) a um quarto mandato seria "incompatível" com a futura composição da Câmara e do Senado.

"A resposta veio nas urnas com essas pessoas que estão do meu lado. Representam vários segmentos da política em seus estados. Podem dizer o que quiserem, mas são os que têm voto. É com essas pessoas que vou governar", disse depois de encontro com representantes da União Progressista, que junta União Brasil e PP e manifestou ontem apoio a ele no segundo turno.

"O Congresso está configurado para um presidente como Flávio Bolsonaro. Não tem como encaixar uma peça diferente dessa. Se esse atual presidente continuasse, seria incompatível com esse Congresso."

O senador ainda sugeriu, sem apresentar evidências, que o Brasil não vive uma "democracia plena" com Lula no poder e acusou o petista de fazer uma "criminalização da política".

Flávio também lamentou o que chamou de "especulação" espalhada por influenciadores digitais sobre um eventual governo dele. "Já vi gente falando, 'Flávio, com esse Congresso, vai fazer o que o pai dele não fez'. Para de fazer torcida. Respeito trabalho de todo mundo. Ameaça à democracia é com Lula", reclamou, reafirmando que uma gestão dele teria "ponderação, respeito à política e a cada segmento da sociedade aqui representado".

"Comigo, vai ter estabilidade, paz pra todo mundo trabalhar, respeito à Constituição e o Brasil volta ao normal. Apenas isso", completou.

Perguntado sobre a PEC do fim da escala 6x1, cuja primeira votação no plenário do Senado pode ocorrer na próxima semana, Flávio evitou apontar que o PL tentará obstruir a análise e concentrou ataques a Lula. "Ele tá pensando no poder, não no trabalhador", criticou.

Em referência à proposta alternativa ao fim da 6x1 apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha eleitoral, Flávio explicou que "é óbvio que sou a favor que o trabalhador tenha tempo de folga, pra almoçar com sua família, pra viajar, fazer planos". No entanto, ponderou que "nada disso vai adiantar com todo mundo endividado ou desempregado".

"Não podemos ser hipócritas. Esse é meu diferencial pro Lula. Eu tenho responsabilidade. Estou disputando o futuro do Brasil. Ele é irresponsável e tá disputando o poder. Lula, vai pra casa descansar. Tá trocando as palavras já. Tá sem paciência, com ódio. Não faz outra coisa a não ser ficar me atacando. Meu projeto é deixar o pobre rico. O dele é tirar pobre da pobreza e jogar na miséria", continuou.

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