Eleições

Cury diz que democracia está 'asfixiada' e critica STF

Antes de votar em Colina (SP), candidato do Avante questionou protagonismo do Supremo e voltou a defender semipresidencialismo

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Warley Júnior
Candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) em coletiva neste domingo (4) | Distribuição/SBT

Candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) em coletiva neste domingo (4) | Distribuição/SBT

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) disse neste domingo (4) que a democracia brasileira está "asfixiada" e criticou o que considera um protagonismo excessivo do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada antes de o candidato votar em Colina, no interior de São Paulo. Cury votou na manhã deste domingo na Escola Coronel José Venâncio Dias.

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“Aqui no Brasil nós estamos vendo a democracia brasileira asfixiada porque o STF tem tido um protagonismo que nunca deveria ter tido”, afirmou.
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Cury comparou o papel do Supremo ao alicerce de um edifício e disse que, na avaliação dele, a Corte deveria atuar de maneira mais discreta.

“O STF, como alicerce da Constituição, como guardião da Constituição, deveria ser discreto, assim como o alicerce de um edifício. Ele deveria ser discreto, só aparecer em situações graves”, declarou.

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Para o candidato, o protagonismo assumido pelo Supremo seria um sinal de problema na democracia do país. “Isso é muito, muito triste, indicando que a democracia brasileira está doente, dramaticamente doente”, afirmou.

Crítica ao presidencialismo

Cury também voltou a criticar o atual sistema de governo e a defender a adoção do semipresidencialismo no Brasil. Segundo o candidato, o modelo permitiria substituir um primeiro-ministro considerado ineficiente, corrupto ou impopular sem provocar uma crise institucional. “O presidencialismo é um problema gravíssimo”, afirmou.

Cury defendeu um modelo no qual o presidente da República ficaria responsável por áreas estratégicas, como as Forças Armadas e a política externa, enquanto um primeiro-ministro seria responsável pela gestão do governo.

A proposta já havia sido apresentada pelo candidato durante sabatina do SBT News, em agosto. Na ocasião, Cury defendeu a divisão de atribuições entre um presidente eleito pelo voto popular e um primeiro-ministro escolhido por meio do Congresso Nacional.

Antes de votar, o candidato também criticou os adversários na disputa pelo Palácio do Planalto e afirmou ter enfrentado uma “indústria de haters” durante a campanha. Cury disse ainda não conhecer o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e negou ter tido contato com ele.

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