Eleições

Cury apoia Flávio, mas alerta: “não é cheque em branco”

Escritor condicionou apoio a oito compromissos, entre eles o fim da reeleição presidencial, investimentos em educação e saúde e a pacificação nacional

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André Barbeiro
Augusto Cury (Avante) declara apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Augusto Cury (Avante) declara apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O escritor Augusto Cury (Avante), terceiro colocado na disputa presidencial, declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições. A informação já havia sido antecipada pelo SBT News. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (8), Cury afirmou que decidiu dar um “voto de confiança” ao senador após uma reunião em Brasília, na qual Flávio assinou um termo de compromisso com propostas apresentadas pelo escritor.

“Por isso, não posso apoiar Lula. Não é pessoal, é por causa do projeto”, afirmou Cury, ao criticar a possibilidade de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os juros elevados no Brasil.
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Segundo o escritor, Flávio se comprometeu a defender o fim da reeleição presidencial, ampliar o ensino em tempo integral e valorizar os professores, expandir a telemedicina pelo SUS e fortalecer o combate à violência contra as mulheres.

O documento também prevê financiamento para milhões de microempreendedores, apoio às cooperativas e a meta de dobrar a produção brasileira de alimentos em dez anos. Outro compromisso é a pacificação nacional, com a promessa de governar para todos, sem perseguição ou ressentimento político. "Valorizando os direitos humanos, as minorias, ou seja, abraçando 210 milhões de brasileiros", disse.

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“Mas deixo claro: não é um cheque em branco. É um compromisso comigo e com o Brasil. Eu e todo o povo brasileiro iremos cobrar”, declarou.

Cury afirmou ainda que não pediu cargos ou influência em troca do apoio. Segundo o termo, a implementação das propostas dependerá das atribuições constitucionais da Presidência, da responsabilidade fiscal e da participação do Congresso Nacional.

Ao encerrar o pronunciamento, Cury defendeu o respeito a quem pensa diferente e disse que o país precisa superar a polarização. “Vamos curar o Brasil do ódio”, concluiu.

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