Eleições

Apenas duas mulheres são eleitas prefeitas de capital em 2024

Sem vitória no primeiro turno, candidatas ainda disputavam sete capitais, mas só ganharam em Aracaju e Campo Grande

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Lis Cappi, Yumi Kuwano
27/10/2024, 22:40 • Atualizado em 27/10/2024, 22:40
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Conquista do voto feminino no Brasil veio em 1932, mais de 90 anos depois, duas mulheres foram eleitas em capital |Reprodução/TSE

Conquista do voto feminino no Brasil veio em 1932, mais de 90 anos depois, duas mulheres foram eleitas em capital |Reprodução/TSE

Apenas duas mulheres foram eleitas prefeitas em uma capital nas eleições municipais de 2024. Com apuração concluída nas sete capitais em que elas estavam na disputa, venceram apenas em Aracaju e Campo Grande.

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Na capital de Sergipe, Emília Corrêa (PL) alcançou 57,46% dos votos, em uma disputa contra Luiz Roberto (PDT), que ficou com 42,54%. Ela será a primeira prefeita na história de Aracaju.

Emília Côrrea (PP) foi eleita prefeita de Aracaju | Reprodução
Emília Côrrea (PP) foi eleita prefeita de Aracaju | Reprodução

A capital de Mato Grosso do Sul, por sua vez, era a única que tinha como certo o nome de uma mulher: o segundo turno em Campo Grande contou com disputa entre duas candidatas.

Adriane Lopes (PP) venceu Rose Modesto (União) com 51,45% contra 48,55%.

Adriane Lopes (PP) foi eleita prefeita e Campo Grande | Reprodução
Adriane Lopes (PP) foi eleita prefeita e Campo Grande | Reprodução

Apesar da baixa representatividade, a quantidade de eleitas dobrou em comparação às últimas eleições municipais, em 2020, quando apenas uma prefeita foi eleita em capital. Cinthia Ribeiro (PSDB), de Palmas, conseguiu a reeleição.

Outras cinco capitais também contavam com mulheres na disputa em 2º turno: Curitiba, Porto Alegre, Natal, Palmas e Porto Velho.

Poucas eleitas

A falta de representatividade foi comentada pela presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, após o primeiro turno. “Fico triste em ver que, em uma sociedade onde mais de 52% do eleitorado e da população brasileira são compostos por mulheres, ainda somos tão poucas no cenário da participação política”, afirmou a ministra.

“Acho muito triste que mesmo com todas as campanhas que são feitas e um movimento para que tenha efetividade dos direitos, a despeito disso ainda temos uma situação em que no primeiro turno nenhuma mulher é eleita”, enfatizou a presidente do TSE.

Para além das capitais, o primeiro turno das eleições registrou um recorde de mulheres eleitas para o cargo de prefeita, com 724 candidatas confirmadas.

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