Eleições

SP: Haddad acusa Tarcísio de "falta" de propostas e aposta no interior

Candidato rebateu intenção do adversário de retirar câmeras de uniformes policiais e comentou relação com MDB

Avatar de Bruno Viterbo
Bruno Viterbo
Homem branco, de camisa azul, falando em púlpito com microfones durante entrevista

Homem branco, de camisa azul, falando em púlpito com microfones durante entrevista

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, criticou a "falta" de propostas do adversário Tarcísio de Freitas (Republicanos). O petista concedeu entrevista antes de caminhada em Campinas, no interior paulista, ao lado do presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã de sábado (8.out). 

+ Leia as últimas notícias no portal SBT News

Segundo Haddad, Tarcísio não conhece a cidade e não tem propostas para a região. O petista também argumentou se o concorrente investiu na região quando o estreante na disputa estava no Ministério da Infraestrutura do candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL). 

O petista também rebateu a proposta do adversário de retirar as câmeras acopladas aos uniformes de policiais militares no estado, medida que, de acordo com Haddad, tem "90% de aprovação". O candidato ainda fez uma provocação dupla ao opositor, sugerindo que a ideia pode favorecer milícias e relembrando que ele é carioca. "Vai trazer milícia do Rio de Janeiro pra cá?", indagou. "As pessoas têm memória das propostas que defendi no primeiro turno", completou Haddad.

Haddad relembra eleição de 2012

O candidato petista, contrariando pesquisas, saiu atrás quando as urnas do primeiro turno no último domingo fecharam, ficando com 35,70% dos votos válidos, contra 42,32% do republicano. Como aposta a mudar o resultado, Haddad argumentou que em 2012 também saiu atrás na primeira etapa quando disputou a prefeitura de São Paulo. À época, ele foi vitorioso em segundo turno. 

Naquela ocasião, o petista obteve 28,98%, ante os 30,75% alcançados por José Serra (PSDB) no primeiro turno. Enquanto no segundo, virou e foi eleito com 55,57% dos votos. Com isso, Haddad creditou a vitória na capital paulista na disputa ao governo, "contra todas as previsões, inclusive da imprensa". Considerando que já previa a vitória na cidade onde foi prefeito, Haddad afirmou que o objetivo é "trabalhar o interior nesse segundo turno". 

Com tempos iguais de TV na segunda etapa da disputa, o ex-prefeito afirmou que insistirá nas propostas após considerar que o tucano derrotado Rodrigo Garcia (PSDB) e Tarcísio de Freitas tinham uma "aliança" no primeiro turno, com "80% do tempo". O petista também afirmou que o candidato ao senado aliado a Garcia, Edson Aparecido, dedicou as 14 inserções a atacá-lo. "Isso não vai mais existir no segundo turno", pontuou. 

Ricardo Nunes e a eleição municipal de 2024 

A entrevista, em determinado ponto, chegou a resvalar na futura disputa municipal de 2024. O atual prefeito paulista, Ricardo Nunes, é do mesmo MDB da ex-presidenciável Simone Tebet, que declarou apoio a Lula.

"É preciso respeitar as pessoas e a circunstâncias. Eu entendo perfeitamente que o prefeito de São Paulo, em virtude da nossa aliança para 2024, esteja preocupado". Segundo o petista, a cidade está "muito abandonada" e que "a fila do SUS [na capital] é a maior da história". 

"Não posso constranger uma pessoa da qualidade da Simone, não posso constranger uma pessoa que é de outro estado a bater de frente com o seu partido aqui, que tem interesses locais. Eu tenho o maior respeito por ela, teve um papel muito digno durante a campanha, uma pessoa que procurou apresentar propostas, procurou dialogar com o Brasil, tanto é que ela saiu grande politicamente da disputa", considerou o candidato de Lula ao governo paulista. 

LEIA MAIS:

Últimas notícias