Setor calçadista espera fim da tarifa global de 10% após encontro entre Trump e Lula
Enquanto assessores do Planalto tratam com cautela encontro na Casa Branca, setor produtivo espera normalização do fluxo do comércio entre os dois países


Nathalia Fruet
A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados espera que após a reunião entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, haja a retomada do fluxo de exportação que ocorria entre o Brasil e os Estados Unidos, em 2024, de mais de 200 milhões de dólares por ano e que, por causa do tarifaço, teve queda entre o ano passado e o início deste ano.
Os Estados Unidos são o maior comprador do calçado brasileiro e, por isso, o setor acredita que Lula e Trump poderão chegar a um entendimento e flexibilizar a tarifa global de 10% sobre as exportações, que começou a valer em 24 de fevereiro deste ano, depois que a suprema corte norte-americana derrubou o chamado "tarifaço".
A indústria calçadista tem expectativa positiva em relação ao encontro porque a economia interna dos EUA está gerando desgaste para Trump _ por causa da alta nos preços - e que a retirada das tarifas poderia ser uma alternativa para o presidente norte-americano. Os produtos entrariam no país com um valor menor do que estão entrando atualmente.
Em nota, a Abicalçados destacou que a reunião é uma oportunidade relevante para reafirmar que o Brasil é um parceiro comercial estratégico para os Estados Unidos. O setor ressalta que no primeiro trimestre deste ano foram vendidos aos Estados Unidos 2,96 milhões de pares de calçados, com incremento de 1,2% em volume, mas com queda de 27,1% em receita no comparativo com o mesmo período do ano passado.









