Prévia da inflação registra alta de 0,30% nos preços, puxada por passagens aéreas
Já alimentos ficaram em média 0,44% mais baratos, sobretudo refeições feitas em casa
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Carlos Catelan
Movimento de passageiros no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão (RJ) | Fernando Frazão/Agência Brasil
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15(IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (25) e considerado a prévia da inflação, teve alta de 0,30% no mês de julho. Trata-se de uma queda de 0,09 ponto percentual (p.p.) frente ao observado em junho.
Considerando os últimos 12 meses correntes, a variação do IPCA-15 foi de 4,45%, acima dos 4,06% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
A principal alta (1,12%) e o maior impacto (0,23 p.p.) vieram do grupo de Transportes, sobretudo no subitem de passagens aéreas (19,21%), seguido de Habitação (0,49% e 0,07 p.p.) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,33% e 0,5 p.p.).
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em julho. Apenas Alimentação e Bebidas (-0,44%) e Vestuário (-0,08%) apresentaram queda.
Caíram de preço produtos como cenoura (-21,60%), tomate (-17,94%), cebola (-7,89%) e frutas (-2,88%). No lado das altas, destacam-se leite longa vida (2,58%) e café moído (2,54%) como principais vilões da cesta básica.
Comer fora (alimentação fora do domicílio, 0,25%) ficou mais barato na comparação com junho (era 0,59%): enquanto o item lanche foi de 0,80% para 0,24% em julho, refeição chegou a 0,23%, uma queda de 0,28 p.p. frente ao mês anterior.
Principais altas
+ Transportes: as passagens aéreas subiram 19,21% e contribuíram com 0,12 p.p. no índice de julho. Em relação aos combustíveis (1,39%), gasolina (1,43%), etanol (1,78%) e óleo diesel (0,09%) tiveram alta, enquanto somente o gás veicular (-0,25%) registrou queda de preços;
+ Habitação: item foi influenciado, principalmente, pela energia elétrica residencial (1,20% e 0,05 p.p.) — em julho, passou a vigorar a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Também houve reajustes tanto na conta de luz quanto na taxa de água e esgoto (0,22%), realizados em capitais;
+ Saúde e Cuidados Pessoais: planos de saúde (0,59%) e exames médicos (0,88%) apresentaram as maiores altas nos preços, tendo o primeiro um impacto de 0,02 p.p. no índice final.
Regiões
Quanto aos índices regionais, dez áreas de abrangência tiveram alta em julho. A maior variação foi observada em Brasília (0,61%), por conta das altas da passagem aérea (13,68%), da taxa de água e esgoto (5,02%) e da gasolina (2,94%).
Já o menor resultado ocorreu em Recife (-0,05%), que registrou queda nos preços do tomate, de 37,13%, e da cenoura, de 28,27%.
Prévia da inflação registra alta de 0,30% nos preços, puxada por passagens aéreasJá alimentos ficaram em média 0,44% mais baratos, sobretudo refeições feitas em casaEconomia2024-07-25T13:54:07.662Z O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (25) e considerado a prévia da inflação, teve alta de 0,30% no mês de julho. Trata-se de uma queda de 0,09 ponto percentual (p.p.) frente ao observado em junho. Considerando os últimos 12 meses correntes, a variação do IPCA-15 foi de 4,45%, acima dos 4,06% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. A principal alta (1,12%) e o maior impacto (0,23 p.p.) vieram do grupo de Transportes, sobretudo no subitem de passagens aéreas (19,21%), seguido de Habitação (0,49% e 0,07 p.p.) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,33% e 0,5 p.p.). Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em julho. Apenas Alimentação e Bebidas (-0,44%) e Vestuário (-0,08%) apresentaram queda. Em Alimentação e Bebidas (-0,44%, com impacto de -0,09 p.p.), (PT), as refeições dentro de casa (alimentação no domicílio) apresentaram queda de 0,70% em julho. Caíram de preço produtos como cenoura (-21,60%), tomate (-17,94%), cebola (-7,89%) e frutas (-2,88%). No lado das altas, destacam-se leite longa vida (2,58%) e café moído (2,54%) como principais vilões da cesta básica. Comer fora (alimentação fora do domicílio, 0,25%) ficou mais barato na comparação com junho (era 0,59%): enquanto o item lanche foi de 0,80% para 0,24% em julho, refeição chegou a 0,23%, uma queda de 0,28 p.p. frente ao mês anterior. Principais altas + Transportes: as passagens aéreas subiram 19,21% e contribuíram com 0,12 p.p. no índice de julho. Em relação aos combustíveis (1,39%), gasolina (1,43%), etanol (1,78%) e óleo diesel (0,09%) tiveram alta, enquanto somente o gás veicular (-0,25%) registrou queda de preços; + Habitação: item foi influenciado, principalmente, pela energia elétrica residencial (1,20% e 0,05 p.p.) — em julho, passou a vigorar a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Também houve reajustes tanto na conta de luz quanto na taxa de água e esgoto (0,22%), realizados em capitais; + Saúde e Cuidados Pessoais: planos de saúde (0,59%) e exames médicos (0,88%) apresentaram as maiores altas nos preços, tendo o primeiro um impacto de 0,02 p.p. no índice final. Regiões Quanto aos índices regionais, dez áreas de abrangência tiveram alta em julho. A maior variação foi observada em Brasília (0,61%), por conta das altas da passagem aérea (13,68%), da taxa de água e esgoto (5,02%) e da gasolina (2,94%). Já o menor resultado ocorreu em Recife (-0,05%), que registrou queda nos preços do tomate, de 37,13%, e da cenoura, de 28,27%. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/previa-da-inflacao-registra-alta-de-0-30-nos-precos-puxada-por-passagens-aereas
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