Economia

Petrobras diz que falta confirmar volume no Amapá

Estatal vê potencial para nova fronteira exploratória, mas tamanho dos reservatórios ainda definirá viabilidade

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Caio Barcellos
Petrobras confirma descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. | Divulgação/Agência Petrobras

Petrobras confirma descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. | Divulgação/Agência Petrobras

A Petrobras afirmou nesta sexta-feira (2) que já confirmou elementos considerados essenciais para a existência de um sistema petrolífero na costa do Amapá, mas ainda precisa medir o volume de petróleo encontrado para saber se a área poderá ser desenvolvida comercialmente.

A avaliação foi feita durante entrevista coletiva sobre a nova descoberta no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. Segundo a estatal, já há evidências de geração e migração de petróleo, além da presença de reservatório e de uma camada capaz de manter os hidrocarbonetos acumulados.

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“O que está faltando? Volume”, afirmou Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção da Petrobras, durante a entrevista. A companhia explica que esse dado será decisivo para saber se a quantidade de petróleo encontrada é suficiente para compensar os investimentos necessários à produção.

A presidente da estatal, Magda Chambriard, disse que os resultados obtidos até agora aumentam a confiança sobre o potencial da região.

“Tudo se confirmando, as nossas expectativas, como elas vêm sendo confirmadas, a gente não pode garantir, mas tudo indica que realmente estamos abrindo uma nova fronteira exploratória”, afirmou.

Segundo Magda, a avaliação depende agora da perfuração de poços de delimitação, usados para medir a extensão dos reservatórios. Em uma comparação, ela disse que a Petrobras precisa descobrir se está diante de um “Maracanã” ou de um “Maracanãzinho”, em referência ao tamanho da acumulação.

“Se eu tiver o Maracanã, eu posso declarar comercialidade, porque eu sei que aquele volume paga toda a instalação que eu vou colocar ali para produzir. Se eu tiver o Maracanãzinho, colocar uma instalação ali para produzir pode ser antieconômico”, afirmou.

A estatal já havia informado que pretende perfurar três novos poços na área para delimitar a descoberta. A mobilização de uma nova sonda está prevista para o primeiro trimestre de 2027.

Óleo de boa qualidade

Magda afirmou ainda que o petróleo encontrado no segundo reservatório é de boa qualidade. A Petrobras, no entanto, não divulgará informações detalhadas como grau API (escala usada para medir a densidade de líquidos derivados de petróleo), profundidade das formações, espessura dos reservatórios e produtividade dos intervalos.

“Profundidade, API do óleo, espessura do reservatório, produtividade dos horizontes, tudo isso está protegido por sigilo regulatório pelos próximos dois anos”, disse Magda.

A presidente chegou a elogiar a qualidade do petróleo durante a coletiva e afirmou que um óleo de melhor qualidade não garante, sozinho, a viabilidade do projeto.

“A gente precisa que ele tenha um porte suficiente para garantir a economicidade. Ele tem que ter receita suficiente para pagar tudo o que eu vou botar lá, o que não é barato”, disse Magda.

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