Petrobras aprova US$ 1,2 bi para combustível sustentável
Nova planta em Cubatão produzirá combustível de aviação renovável e diesel renovável a partir de 2030, reforçando estratégia de transição energética da estatal


Sede da Petrobras | Divulgação
A Petrobras aprovou um investimento de US$ 1,2 bilhão (aproximadamente R$ 6,18 bilhões) para a construção de uma unidade destinada à produção de combustível sustentável de aviação (bioQAV) e diesel renovável na Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, no litoral de São Paulo.
A decisão foi aprovada pelo conselho de administração da companhia e comunicada ao mercado nesta sexta-feira por meio de fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Segundo a Petrobras, a nova unidade terá capacidade para produzir até 15 mil barris por dia de combustíveis renováveis. A expectativa é que a operação comercial tenha início em 2030.
O projeto integra a estratégia da estatal para ampliar a participação em combustíveis de menor emissão de carbono, acompanhando a crescente demanda global por alternativas sustentáveis para os setores de transporte e aviação.
O investimento já estava previsto no Plano Estratégico 2026-2030 da Petrobras. Com a aprovação formal pelo conselho de administração, a companhia poderá avançar para a fase final de contratação e execução do empreendimento.
A refinaria de Cubatão é uma das principais unidades industriais da Petrobras e deverá se tornar um dos polos da produção nacional de combustíveis renováveis.
BioQAV é aposta para descarbonização da aviação
O bioQAV, também conhecido como combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês), é considerado uma das principais alternativas para reduzir as emissões de carbono do setor aéreo, que enfrenta dificuldades para substituir integralmente os combustíveis fósseis.
Além do combustível para aeronaves, a nova planta produzirá diesel renovável, produto que pode contribuir para a redução das emissões no transporte de cargas e passageiros.
A iniciativa reforça a estratégia da Petrobras de combinar investimentos em petróleo e gás com projetos voltados à transição energética e à produção de combustíveis de baixo carbono.















