Mercado eleva previsão de déficit de 2026 para R$ 53 bi
Prisma Fiscal também aponta dívida de 83,4% do PIB; estimativa de déficit para 2027 melhora de R$ 45,35 bi para R$ 44 bi
Caio Barcellos
Prédio do Ministério da Fazenda, em Brasília | Divulgação/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O mercado financeiro elevou de R$ 52,27 bilhões para R$ 53,05 bilhões a projeção de déficit primário do Governo Central em 2026. Os dados constam no relatório mensal do Prisma Fiscal de outubro, divulgado nesta quinta-feira (15) pela Fazenda.
🔎 Governo Central reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central (BC). Não inclui estados, municípios e empresas estatais
A revisão interrompe parte da melhora observada no levantamento anterior, com recuo de R$ 59,15 bilhões em agosto para R$ 52,27 bilhões.
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Já para 2027, o movimento foi contrário. A previsão de déficit primário caiu de R$ 45,35 bilhões para R$ 44 bilhões, melhora de R$ 1,35 bilhão em relação à pesquisa anterior. A média das projeções também melhorou, de déficit de R$ 46,86 bilhões para R$ 46,58 bilhões.
O resultado primário corresponde à diferença entre receitas e despesas do governo, sem considerar os gastos com juros da dívida pública.
Ao mesmo tempo, o mercado elevou de 83,2% para 83,4% do Produto Interno Bruto (PIB) a projeção para a Dívida Bruta do Governo Geral ao fim de 2026. Para 2027, a mediana permaneceu em 87% do PIB.
🔎 Governo Geral reúne Governo Federal, Previdência, estados, municípios e estatais dependentes (aquelas que precisam de recursos do Tesouro para custear suas atividades, como a Embrapa e a EBC)
O Prisma também reduziu ligeiramente a estimativa para o PIB nominal de 2026, de R$ 13,651 trilhões para R$ 13,649 trilhões. Para 2027, a projeção subiu de R$ 14,523 trilhões para R$ 14,531 trilhões.
Nas receitas, o mercado elevou de R$ 3,202 trilhões para R$ 3,210 trilhões a previsão de arrecadação federal em 2026 - diferença de cerca de R$ 7,92 bilhões. Para 2027, a estimativa passou de R$ 3,386 trilhões para R$ 3,396 trilhões.
Apesar da revisão para cima da arrecadação bruta, a mediana para a receita líquida do Governo Central -valor que fica disponível depois de descontadas, entre outros itens, as transferências constitucionais- recuou ligeiramente neste ano, de R$ 2,581 trilhões para R$ 2,580 trilhões. Para 2027, permaneceu praticamente estável, em cerca de R$ 2,750 trilhões.
Já a projeção de despesa total para 2026 permaneceu em R$ 2,625 trilhões. Para o próximo ano, a mediana subiu de R$ 2,792 trilhões para R$ 2,793 trilhões.
Mercado eleva previsão de déficit de 2026 para R$ 53 biPrisma Fiscal também aponta dívida de 83,4% do PIB; estimativa de déficit para 2027 melhora de R$ 45,35 bi para R$ 44 biEconomia2026-10-15T13:49:10.135ZO mercado financeiro elevou de R$ 52,27 bilhões para R$ 53,05 bilhões a projeção de déficit primário do Governo Central em 2026. Os dados constam no relatório mensal do Prisma Fiscal de outubro, divulgado nesta quinta-feira (15) pela Fazenda. 🔎 Governo Central reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central (BC). Não inclui estados, municípios e empresas estatais A revisão interrompe parte da melhora observada no levantamento anterior, com recuo de R$ 59,15 bilhões em agosto para R$ 52,27 bilhões. 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! . Já para 2027, o movimento foi contrário. A previsão de déficit primário caiu de R$ 45,35 bilhões para R$ 44 bilhões, melhora de R$ 1,35 bilhão em relação à pesquisa anterior. A média das projeções também melhorou, de déficit de R$ 46,86 bilhões para R$ 46,58 bilhões. O resultado primário corresponde à diferença entre receitas e despesas do governo, sem considerar os gastos com juros da dívida pública. + Dívida deve terminar o ano em 83,4% do PIB Ao mesmo tempo, o mercado elevou de 83,2% para 83,4% do Produto Interno Bruto (PIB) a projeção para a Dívida Bruta do Governo Geral ao fim de 2026. Para 2027, a mediana permaneceu em 87% do PIB. 🔎 Governo Geral reúne Governo Federal, Previdência, estados, municípios e estatais dependentes (aquelas que precisam de recursos do Tesouro para custear suas atividades, como a Embrapa e a EBC) O Prisma também reduziu ligeiramente a estimativa para o PIB nominal de 2026, de R$ 13,651 trilhões para R$ 13,649 trilhões. Para 2027, a projeção subiu de R$ 14,523 trilhões para R$ 14,531 trilhões. + Arrecadação prevista aumenta Nas receitas, o mercado elevou de R$ 3,202 trilhões para R$ 3,210 trilhões a previsão de arrecadação federal em 2026 - diferença de cerca de R$ 7,92 bilhões. Para 2027, a estimativa passou de R$ 3,386 trilhões para R$ 3,396 trilhões. Apesar da revisão para cima da arrecadação bruta, a mediana para a receita líquida do Governo Central -valor que fica disponível depois de descontadas, entre outros itens, as transferências constitucionais- recuou ligeiramente neste ano, de R$ 2,581 trilhões para R$ 2,580 trilhões. Para 2027, permaneceu praticamente estável, em cerca de R$ 2,750 trilhões. Já a projeção de despesa total para 2026 permaneceu em R$ 2,625 trilhões. Para o próximo ano, a mediana subiu de R$ 2,792 trilhões para R$ 2,793 trilhões.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/mercado-eleva-previsao-de-deficit-de-2026-para-r-53-bi
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