Economia

Mais da metade das dívidas do Desenrola 2.0 estão sendo pagas à vista, diz Ceron

Secretário-Executivo da Fazenda exaltou o sucesso do programa e disse que o governo está desenhando versão para adimplentes

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Victoria Abel, Luara Castilho, Ighor Nóbrega
22/05/2026, 12:39 • Atualizado em 22/05/2026, 17:12
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O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, disse nesta sexta-feira (22) que o Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas do governo, é um “grande sucesso” e que a maioria das famílias estão quitando seus débitos à vista.

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Em duas semanas, o novo Desenrola já soma mais de 1,1 milhão de operações e R$ 10 bilhões renegociados, segundo a Fazenda.

Ao SBT News, Ceron disse que esse resultado se dá porque os bancos “se engajaram” e estão oferecendo um alto percentual de desconto.

“O percentual médio de desconto das dívidas que estão sendo renegociadas no Desenrola Famílias é de 85%, um número muito elevado. […] Não à toa mais da metade dessas dívidas estão sendo quitadas à vista e está mostrando o quanto o programa está sendo benéfico para ajudar as famílias”, declarou.

O secretário minimizou as preocupações das instituições financeiras sobre o mínimo de 12 parcelas estabelecido para a quitação das dívidas. Ele disse que é possível flexibilizar a medida, mas que o governo não estuda mudar o piso porque “não está sendo um empecilho”.

Ceron lembrou ainda que o valor mínimo dos pagamentos mensais é de R$ 50, o que permite aos bancos aplicarem menos parcelas em alguns casos.

“A nossa preocupação inicial era não permitir que fosse um número muito pequeno de parcelas para que não ficasse pesado pro cidadão. Se deixasse livre, a instituição poderia estabelecer três parcelas e isso pesaria demais para aquele cidadão”, explicou o secretário.

O número dois da equipe econômica também falou que o Executivo está desenhando um programa para brasileiros adimplentes, mas não deu prazo para o lançamento.

Ceron disse que está em fase de diálogo com as instituições e que a iniciativa ainda passará pelo crivo do presidente Lula (PT).

Ele antecipou, contudo, que o uso do saque do FGTS para este grupo ainda está sob dúvida. O secretário-executivo da Fazenda justificou que é preciso “tomar cuidado com a sustentabilidade” do fundo.

Por ora, o uso do FGTS para quitar dívidas está reservado somente às famílias inadimplentes. Essa modalidade estará disponível a partir da próxima semana.

“Estamos trabalhando pensando em um desenho que dê algum incentivo para que aqueles que estão adimplentes continuem adimplentes. E aqueles que estão inadimplentes passem a ser adimplentes e continuem com suas contas em dia. Estamos construindo isso e em breve devemos lançar”, declarou Rogério Ceron.

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