Economia

Ibovespa cai e perde os 188 mil pontos com pressão de 'blue chips'

Índice cai com Petrobras, Vale e grandes bancos em baixa, enquanto investidores monitoram dados de PIB e inflação nos EUA

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Foto: Cris Faga/NurPhoto/Getty Images

Depois da forte recuperação na véspera, o Ibovespa abriu em queda nesta sexta-feira (20) refletindo realização de lucros e cautela no exterior. Às 10h17, o principal índice da B3 recuava 0,64%, aos 187.330 pontos. No mesmo horário, dos 84 papéis que compõem o índice, 60 operavam em baixa, 21 estavam estáveis e apenas três avançavam.

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As ações da Petrobras devolvem parte dos ganhos recentes, acompanhando o recuo dos contratos futuros do petróleo no mercado internacional. Os papéis ordinários (PETR3) caíam 0,87%, enquanto as preferenciais (PETR4) recuavam 0,37%.

Entre os grandes bancos, o sinal também é negativo. As preferenciais do Bradesco (BBDC4) cediam 0,52%, e as do Itaú Unibanco (ITUB4) recuavam 0,51%.

A Vale (VALE3) também operava em baixa, com queda de 0,51% A ação negocia sem o referencial do minério de ferro em Dalian, na China, cuja bolsa está fechada devido ao feriado do Ano Novo Chinês. Em Cingapura, a commodity avançava 0,26%.

Na ponta positiva, a Hapvida (HAPV3) subia 2,13%, ampliando os ganhos pela segunda sessão consecutiva, seguida por PetroReconcavo (RECV3), que avançava 1,41% e CSN (CSNA3).

No câmbio, o dólar também recuava. Às 10h24, a moeda americana caía 0,23%, cotada a R$ 5,215.

Inflação e PIB dos EUA no foco

Os investidores voltam suas atenções para os Estados Unidos, com a divulgação do dado preliminar do PIB do quarto trimestre e do índice de preços PCE, métrica de inflação preferida do Federal Reserve (Fed).

A expectativa é de que a economia norte-americana tenha crescido a uma taxa anualizada de 3,0% no quarto trimestre de 2025, desacelerando frente aos 4,4% observados no trimestre anterior.

Para a inflação de dezembro, projeta-se alta mensal de 0,3% tanto no índice cheio quanto no núcleo (que exclui alimentos e energia). Na comparação anual, o PCE cheio deve atingir 2,8%, enquanto o núcleo pode avançar para 2,9%, após marcar 2,8% em novembro.

A agenda americana inclui ainda a pesquisa de sentimento da Universidade de Michigan, com foco nas expectativas de inflação. No campo institucional, também há expectativa sobre uma possível decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos a respeito da legalidade das tarifas comerciais adotadas por Donald Trump.

Na Europa, o PMI Composto da Zona do Euro avançou para 51,9 em fevereiro, ante 51,3, superando a expectativa de 51,5 e sinalizando continuidade da expansão da atividade privada.

Segundo análise de Marianna Costa, economista da Mirae Asset, o resultado representa o ritmo mais forte desde novembro, impulsionado principalmente pela recuperação da produção industrial.

Ao mesmo tempo, houve aceleração na inflação dos custos de insumos, que atingiu um dos níveis mais elevados dos últimos 34 meses, reforçando o debate sobre a trajetória da política monetária na região.

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