Economia

Ex-presidente do BRB tentava há três meses prestar novo depoimento à PF e mirava diretores do BC

Preso nesta quinta-feira (16), Paulo Henrique Costa também pretendia blindar o ex-governador Ibaneis Rocha

Imagem da noticia Ex-presidente do BRB tentava há três meses prestar novo depoimento à PF e mirava diretores do BC
Paulo Henrique Costa | Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília
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O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa tentava desde o final de janeiro prestar um novo depoimento à Polícia Federal com o objetivo de esclarecer contradições apresentadas durante a acareação com o banqueiro Daniel Vorcaro, realizada em dezembro do ano passado, e apresentar documentos aos investigadores.

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A busca por uma nova oitiva gerou o temor em Brasília de que o dirigente pudesse fechar um acordo de delação premiada no âmbito das apurações sobre as fraudes envolvendo o Master. O BRB é investigado por tentar adquirir o banco de Vorcaro, liquidado sob a suspeita de aplicar uma fraude bilionária ao sistema financeiro.

O depoimento, porém, jamais foi marcado, e Paulo Henrique Costa acabou preso na manhã desta quinta-feira (16) sob a suspeita de negociar mais de 140 milhões de reais em propina paga por Vorcaro por meio de imóveis de luxo.

A prisão pode colocar em xeque a estratégia inicial da defesa de Costa. Interlocutores do ex-dirigente negavam a hipótese de delação e afirmavam que a intenção era defender a lisura da negociação com o Master.

Para embasar essa versão, o ex-presidente do BRB pretendia detalhar todas as suas comunicações e contatos com o Banco Central, inclusive apresentando mensagens trocadas com alguns dos diretores do Bacen como uma forma de demonstrar a anuência do órgão às tratativas.

Em conversas com Interlocutores, Costa vinha repetindo que todas as suas decisões envolvendo o Master foram referendadas pelo Banco Central.

Além disso, Costa pretendia afastar o ex-governador do Distrito Federal das negociações, fazendo coro às declarações do próprio Ibaneis Rocha de que ele não se envolveu diretamente no caso.

A versão acabou confrontada com mensagens tornadas públicas nesta manhã pelo ministro André Mendonça. Nos diálogos, Paulo Henrique diz a Vorcaro que estava trabalhando para ”lançar” uma operação e, logo em seguida, escreve: “O governador me pediu que preparasse um material para a argumentação dele, porque vamos receber críticas”.

Ao analista Ranier Bragon, Ibaneis Rocha evitou fazer considerações sobre a suspeita de que o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa tenha recebido propina. “Isso é assunto dele e de seu advogado”, afirmou Rocha nesta quinta-feira.

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