Economia

Eleição fica fora de negociação do tarifaço, diz ministro

Márcio Elias Rosa afirma que Brasil deixará a mesa se os EUA tentarem vincular comércio à disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro

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Caio Barcellos
Márcio Elias Rosa, novo ministro da Indústria e Comércio em entrevista ao SBT News | Foto: reprodução/SBT News

Márcio Elias Rosa, novo ministro da Indústria e Comércio em entrevista ao SBT News | Foto: reprodução/SBT News

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (8) que o Brasil não aceitará qualquer tentativa de incluir as eleições brasileiras nas negociações com os Estados Unidos sobre o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump.

Segundo o ministro, as conversas com Washington estão restritas às relações comerciais entre os dois países. Ele afirmou que questões relacionadas ao processo eleitoral brasileiro não serão admitidas pelo governo na mesa de negociação.

“Não tem ninguém que não fale português, que não esteja conosco no nosso dia a dia, que possa querer interferir. Isso não entra na mesa de negociação. O Brasil, e com tudo aquilo que ele representa como nação, não está na mesa de negociação”, disse em entrevista coletiva após evento na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
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Márcio Elias reforçou que a discussão com os EUA envolve exclusivamente o comércio de bens e serviços e afirmou que o governo brasileiro deixará a negociação caso o processo eleitoral seja colocado em pauta.

“Esse [processo eleitoral] não está na mesa de negociação. Nós estamos discutindo comércio exterior, só isso. É compra e venda de bens e serviços, ponto final. Quem quiser colocar a eleição na mesa não terá o Brasil como um dos negociadores”, afirmou.

Proposta dos EUA em novembro

O ministro também afirmou que o governo espera receber em novembro um documento com uma proposta dos EUA para avançar nas tratativas sobre as tarifas. A expectativa é que, a partir do texto, os dois países possam criar um grupo de trabalho para discutir possíveis soluções.

“O que nós pactuamos na última reunião foi exatamente isso. Eles encaminharão uma proposta e aceitaram essa incumbência em três ou quatro semanas. E, a partir daí, se for o caso, a gente cria um grupo de trabalho para elaborar as propostas.”

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