Durigan: Flávio vende “baforada de mau-hálito” ao mercado
Ministro da Fazenda diz que suposta proposta de corte de R$ 200 bilhões é uma “ilusão” vendida a Faria Lima e afirma que ajuste seria um “tiro no futuro”
Caio Barcellos
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, diz que governo estuda cobrar empresas com muitos PJs | Divulgação/Washington Costa/MF
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (8) que a suposta proposta de Flávio Bolsonaro (PL) de promover um ajuste de cerca de R$ 200 bilhões já no primeiro ano de governo representa uma “ilusão” vendida ao mercado financeiro e chegou a classificar a ideia como uma “baforada de mau-hálito”.
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“Então, assim, você vai matar o corpo [as políticas públicas e os investimentos] a pretexto de vender uma ilusão, uma baforada de mau-hálito para o mercado financeiro?”, afirmou em entrevista à CNN Brasil.
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O ministro voltou a questionar a reação positiva dos investidores à vitória de Flávio no primeiro turno das eleições e o fato de, segundo ele, a campanha adversária não detalhar como pretende viabilizar o ajuste fiscal prometido.
“Falei de pastel de vento e é mais que isso. É uma ilusão barata, uma ilusão vazia que está se vendendo e o mercado tem comprado isso”, disse.
A declaração foi dada três dias depois de uma forte reação do mercado ao resultado do primeiro turno. Na segunda-feira (5), o Ibovespa disparou 7,70% e fechou aos 206.911 pontos, maior nível da história, enquanto o dólar recuou 4,11%, para R$ 5,001. Nos juros futuros, o contrato para 2029 caiu 1,09 ponto percentual, para 12,66%, em meio à expectativa dos investidores de uma política fiscal mais restritiva em um eventual governo Flávio Bolsonaro.
Na quarta-feira (7), Durigan já havia afirmado ter dificuldade para entender a “euforia” do mercado com o desempenho de Flávio e questionado a viabilidade das propostas fiscais apresentadas pela campanha
“Nós nos comprometemos a cumprir o centro da meta [fiscal] e a atingir e superar os primários crescentes a partir do ano que vem. Mas não dando um tiro no futuro, para usar a arma que eles tanto gostam. Não dizendo que vai fazer logo no primeiro ano um corte de 200 bi sem explicar como se faz isso. Porque ninguém entendeu como se faz isso”, disse na entrevista.
Durigan afirmou que um corte desse tamanho corresponderia a praticamente toda a despesa discricionária -gastos que o governo pode decidir como alocar- hoje disponível ao Executivo e comprometeria políticas públicas e investimentos.
“A proposta do Flávio, usando a metáfora da arma que eles tanto gostam, é um tiro no futuro. [...] Eles estão falando de gerar um superávit de imediato, dando um cavalo de pau, aí sim, no caso do Flávio Bolsonaro, de tirar 200 bi do orçamento público. Não disseram como”, afirmou.
Na sequência, o ministro citou áreas que, segundo ele, poderiam ser afetadas por um ajuste dessa magnitude, como fiscalização ambiental, defesa, descarbonização e habitação.
Durigan também mencionou o Minha Casa, Minha Vida, o Fundo Social e o FGTS como exemplos de instrumentos que poderiam ser afetados por um corte abrupto das despesas discricionárias.
Durigan: Flávio vende “baforada de mau-hálito” ao mercado Ministro da Fazenda diz que suposta proposta de corte de R$ 200 bilhões é uma “ilusão” vendida a Faria Lima e afirma que ajuste seria um “tiro no futuro”Economia2026-10-08T20:48:38.321ZO ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (8) que a suposta proposta de Flávio Bolsonaro (PL) de promover um ajuste de cerca de R$ 200 bilhões já no primeiro ano de governo representa uma “ilusão” vendida ao mercado financeiro e chegou a classificar a ideia como uma “baforada de mau-hálito”. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique “Então, assim, você vai matar o corpo [as políticas públicas e os investimentos] a pretexto de vender uma ilusão, uma baforada de mau-hálito para o mercado financeiro?”, afirmou em entrevista à CNN Brasil. “Pastel de vento” O ministro voltou a questionar a reação positiva dos investidores à vitória de Flávio no primeiro turno das eleições e o fato de, segundo ele, a campanha adversária não detalhar como pretende viabilizar o ajuste fiscal prometido. “Falei de pastel de vento e é mais que isso. É uma ilusão barata, uma ilusão vazia que está se vendendo e o mercado tem comprado isso”, disse. A declaração foi dada três dias depois de uma forte reação do mercado ao resultado do primeiro turno. Na segunda-feira (5), o Ibovespa disparou 7,70% e fechou aos 206.911 pontos, maior nível da história, enquanto o dólar recuou 4,11%, para R$ 5,001. Nos juros futuros, o contrato para 2029 caiu 1,09 ponto percentual, para 12,66%, em meio à expectativa dos investidores de uma política fiscal mais restritiva em um eventual governo Flávio Bolsonaro. Na quarta-feira (7), Durigan já havia afirmado ter dificuldade para entender a “euforia” do mercado com o desempenho de Flávio e questionado a viabilidade das propostas fiscais apresentadas pela campanha “Nós nos comprometemos a cumprir o centro da meta [fiscal] e a atingir e superar os primários crescentes a partir do ano que vem. Mas não dando um tiro no futuro, para usar a arma que eles tanto gostam. Não dizendo que vai fazer logo no primeiro ano um corte de 200 bi sem explicar como se faz isso. Porque ninguém entendeu como se faz isso”, disse na entrevista. Durigan afirmou que um corte desse tamanho corresponderia a praticamente toda a despesa discricionária -gastos que o governo pode decidir como alocar- hoje disponível ao Executivo e comprometeria políticas públicas e investimentos. “A proposta do Flávio, usando a metáfora da arma que eles tanto gostam, é um tiro no futuro. [...] Eles estão falando de gerar um superávit de imediato, dando um cavalo de pau, aí sim, no caso do Flávio Bolsonaro, de tirar 200 bi do orçamento público. Não disseram como”, afirmou. Na sequência, o ministro citou áreas que, segundo ele, poderiam ser afetadas por um ajuste dessa magnitude, como fiscalização ambiental, defesa, descarbonização e habitação. Durigan também mencionou o Minha Casa, Minha Vida, o Fundo Social e o FGTS como exemplos de instrumentos que poderiam ser afetados por um corte abrupto das despesas discricionárias.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/durigan-flavio-vende-baforada-de-mau-halito-ao-mercado