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A apreciação do real aconteceu mesmo diante do avanço da divisa no exterior. No índice DXY, que mede a força do dólar junto a uma cesta de seis moedas de países desenvolvidos, a divisa avançou 0,26%.
Segundo André Valério, economista sênior do Inter, o desempenho do real refletiu um dia positivo para as commodities, que registraram altas generalizadas. O principal destaque foi o petróleo, impulsionado por incertezas relacionadas ao Irã.
O barril do Brent, referência mundial, para março, subiu 2,17%, a US$ 63,34, na Intercontinental Exchange (ICE). Enquanto que o WTI, parâmetro para os Estados Unidos, para fevereiro avançou 2,35%, a US$ 59,12, na Nymex. Nesse contexto, moedas emergentes como o real e o peso mexicano se destacaram.
Também contribuiu para o cenário os dados do relatório oficial de empregos dos EUA, o payroll, que mostrou a criação de 50 mil vagas em dezembro, abaixo do consenso do mercado, que projetava cerca de 73 mil postos de trabalho.
Valério destaca, porém, que o documento trouxe sinais mistos, com a taxa de desemprego recuando para 4,4%. "Diante desses dados conflitantes, é pouco provável que o resultado de hoje leve o Federal Reserve [Fed, o banco central dos EUA] a continuar o ciclo de cortes de juros já na reunião de janeiro", afirmou o economista.
"Considerando a comunicação recente dos membros do comitê, de que a taxa de juros está próxima do nível neutro, antecipamos que o Fed opte por pausar na reunião de janeiro e aguardar novos dados antes de definir os próximos passos da política monetária", afirmou.
Mas o impacto desse cenário externo sobre o real foi limitado, segundo Valério, pela leitura do IPCA de dezembro.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o indicador oficial da inflação no Brasil, mostrou que o mês de dezembro fechou em alta, com 0,33%, uma aceleração de 0,15 ponto percentual em comparação ao índice de 0,18% registrado em novembro.
Com o resultado, a inflação encerrou 2025 em 4,26%, dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central. O desempenho no ano passado foi o melhor desde 2018, quando a inflação oficial foi de 3,75%.
"Dado o tom cauteloso do Copom e o qualitativo fraco da divulgação de hoje, acreditamos que o primeiro corte ocorra apenas na reunião de março. Esse movimento se refletiu na abertura da curva de juros ao longo da sessão, contribuindo para a manutenção de um diferencial de juros significativo em relação à economia americana, o que segue favorecendo a apreciação do real", disse o economista.
O que é o dólar à vista
O dólar à vista é o valor negociado no mercado de câmbio para liquidação imediata, geralmente em até dois dias úteis. Esse tipo de câmbio é bastante utilizado em operações de curto prazo feitas por empresas e instituições financeiras.
A cotação do dólar à vista reflete o valor real de mercado no momento da transação, oferecendo transparência para quem precisa fechar negócios com rapidez.
O que é o dólar futuro
O dólar futuro corresponde a contratos de compra e venda da moeda para liquidação em uma data futura. Essa modalidade é negociada na Bolsa de Valores e ajuda empresas e investidores a se protegerem da volatilidade cambial.
Sua cotação varia conforme as expectativas do mercado em relação à economia, podendo se distanciar bastante do dólar à vista em momentos de incerteza.
Dólar fecha a R$ 5,36 e acumula queda de mais de 1% na semanaApreciação do real aconteceu mesmo diante do avanço da divisa no exteriorEconomia2026-01-09T21:42:06.044ZO em queda de 0,44%, cotado a R$ 5,365. Com o fechamento, a moeda norte-americana fecha a primeira semana de pregão de 2026 com uma desvalorização acumulada de 1,08%. A apreciação do real aconteceu mesmo diante do avanço da divisa no exterior. No índice DXY, que mede a força do dólar junto a uma cesta de seis moedas de países desenvolvidos, a divisa avançou 0,26%. Segundo André Valério, economista sênior do Inter, o desempenho do real refletiu um dia positivo para as commodities, que registraram altas generalizadas. O principal destaque foi o petróleo, impulsionado por incertezas relacionadas ao Irã. O barril do Brent, referência mundial, para março, subiu 2,17%, a US$ 63,34, na Intercontinental Exchange (ICE). Enquanto que o WTI, parâmetro para os Estados Unidos, para fevereiro avançou 2,35%, a US$ 59,12, na Nymex. Nesse contexto, moedas emergentes como o real e o peso mexicano se destacaram. Também contribuiu para o cenário os dados do relatório oficial de empregos dos EUA, o payroll, que mostrou a criação de 50 mil vagas em dezembro, abaixo do consenso do mercado, que projetava cerca de 73 mil postos de trabalho. Valério destaca, porém, que o documento trouxe sinais mistos, com a taxa de desemprego recuando para 4,4%. "Diante desses dados conflitantes, é pouco provável que o resultado de hoje leve o Federal Reserve [Fed, o banco central dos EUA] a continuar o ciclo de cortes de juros já na reunião de janeiro", afirmou o economista. "Considerando a comunicação recente dos membros do comitê, de que a taxa de juros está próxima do nível neutro, antecipamos que o Fed opte por pausar na reunião de janeiro e aguardar novos dados antes de definir os próximos passos da política monetária", afirmou. Mas o impacto desse cenário externo sobre o real foi limitado, segundo Valério, pela leitura do IPCA de dezembro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o indicador oficial da inflação no Brasil, mostrou que o mês de dezembro fechou em alta, com 0,33%, uma aceleração de 0,15 ponto percentual em comparação ao índice de 0,18% registrado em novembro. Com o resultado, a inflação encerrou 2025 em 4,26%, dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central. O desempenho no ano passado foi o melhor desde 2018, quando a inflação oficial foi de 3,75%. "Dado o tom cauteloso do Copom e o qualitativo fraco da divulgação de hoje, acreditamos que o primeiro corte ocorra apenas na reunião de março. Esse movimento se refletiu na abertura da curva de juros ao longo da sessão, contribuindo para a manutenção de um diferencial de juros significativo em relação à economia americana, o que segue favorecendo a apreciação do real", disse o economista. O que é o dólar à vista O dólar à vista é o valor negociado no mercado de câmbio para liquidação imediata, geralmente em até dois dias úteis. Esse tipo de câmbio é bastante utilizado em operações de curto prazo feitas por empresas e instituições financeiras. A cotação do dólar à vista reflete o valor real de mercado no momento da transação, oferecendo transparência para quem precisa fechar negócios com rapidez. O que é o dólar futuro O dólar futuro corresponde a contratos de compra e venda da moeda para liquidação em uma data futura. Essa modalidade é negociada na Bolsa de Valores e ajuda empresas e investidores a se protegerem da volatilidade cambial. Sua cotação varia conforme as expectativas do mercado em relação à economia, podendo se distanciar bastante do dólar à vista em momentos de incerteza.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/dolar-fecha-a-r-5-36-e-acumula-queda-de-mais-de-1-na-semana
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