Brasil cria 1,28 milhão de empregos em 2025, pior resultado desde a pandemia
Resultado representa queda de 23% para 2024, ano em que o país criou 1,67 milhão de postos de trabalho


SBT News
O Brasil abriu 1,28 milhão de vagas formais de trabalho em 2025, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Foi o pior resultado anual para o país desde 2020, quando o saldo foi de 189 mil postos fechados.
Ao todo, foram 26,6 milhões de contratações e 25,3 milhões de desligamentos registrados ao longo do último ano. A queda é de 23% para 2024, ano em que o país criou 1,67 milhão de postos de trabalho.
As contratações foram puxadas pelo setor de serviços, que criou 758.355 postos (alta de 3,29%), com destaque para atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas.
O comércio criou 247.097 trabalhos com carteira assinada, enquanto a Indústria gerou 144.319 – puxada pelos segmentos de fabricação de produtos alimentícios e de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos.
Ministro critica BC
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu o resultado à alta taxa da Selic mantida pelo Banco Central no último ano. Segundo ele, a conduta leva empresários a ter cautela e postergar investimentos no país.
"Procurei dialogar com o Banco Central desde o final do primeiro semestre, mostrando que o que tinha conseguido interpretar do que eles falam nas atas e entrevistas [...] poderia levar a um processo de desaceleração do ritmo", afirmou.
O ministro também comentou que a tendência de queda na taxa básica de juros demora a impactar na economia. A reunião dessa quarta (28) do Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 15%, a taxa mais alta desde 2006, pela quinta vez consecutiva. Porém, indicou um ciclo de queda a partir de março.
"Nós podemos estar comprometendo um grande pedaço do ano por responsabilidade exclusiva do monitoramento que o Banco Central faz", avaliou Marinho.
Dezembro
No mês de dezembro, houve retração de 618,16 mil trabalhadores com carteira assinada no país, ante queda de 535,55 mil no mesmo mês de 2024. O resultado negativo é comum para o mês, que tem pico de contratos temporários para aquecer o comércio e setor de serviços no fim de ano.







