Economia

Bancos refutam garantias do governo do DF para empréstimo que resgataria o BRB

Imóveis não seriam suficientes como lastro para os R$ 6,6 bi junto ao FGC; gestão do BRB considera garantias robustas

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Agência do BRB | Divulgação

Os maiores bancos do país estão insatisfeitos com as garantias oferecidas pelo governo do Distrito Federal para tentar obter um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para salvar o BRB.

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Segundo fontes ouvidas pela coluna, é preciso formular melhor as garantias - hoje estruturadas em imóveis, terrenos e ações de algumas empresas - para tentar viabilizar algo.

O objetivo dos bancos é que o governo do DF apresente garantias com mais liquidez. “Ainda não dá para saber se vai dar certo”, afirmou um banqueiro.

Fontes próximas à gestão do banco têm avaliação contrária e consideram as garantias robustas. Elas dizem que essa é a percepção que têm de gestores de mercado que estão avaliando os ativos.

Cerca de 20 dias atrás, o governo do DF sinalizou ao FGC a necessidade de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para fazer um aporte no BRB para equalizar o rombo no patrimônio deixado pelas fraudes no banco Master.

Nesta quarta-feira (22), o banco aprovou em assembleia de acionistas um aumento de capital de R$ 8,8 bilhões, mas é preciso encontrar os recursos para o aporte.

Uma saída seria via empréstimo do FGC, enquanto outra é vender ativos diretamente. No entanto, o governo do DF hesita por causa da desvalorização dos preços por causa do escândalo.

O FGC já sinalizou que não fará o empréstimo sozinho, mas apenas se contar com participação direta dos bancos. O fundo ainda sofre com o rombo deixado pelo próprio Master. Os bancos privados têm dúvidas sobre participar diretamente. Já as instituições públicas não têm o aval do presidente Lula (PT).

Procurada, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), ainda não retornou aos contatos. O BRB também não se manifestou. O espaço segue aberto.

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