Economia

Eletrobras: transição não descarta rever privatização, mas decisão cabe a Lula

GT de Minas e Energia aponta que desestatização contribui para alta de custos do setor de energia

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SBT News
08/12/2022, 16:16 • Atualizado em 31/10/2023, 14:20
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O gabinete de transição avalia que a privatização da Eletrobras foi realizada sem levar em consideração uma série de impactos no mercado de energia nacional, e não descarta que o futuro governo atue para rever a medida. A decisão, no entanto, ficará a cargo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e do futuro ministro de Minas e Energia, afirmou nesta 5ª feira (8.dez) o coordenador executivo do grupo de Minas e Energia da equipe de transição, Mauricio Tolmasquim. Durante a campanha eleitoral, o então candidato Lula chegou a falar em rediscutir as privatizações no setor de energia. 

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"No relatório, nós estamos apontando todas as consequências da privatização da Eletrobras, que tem impactos em tarifa, porque tem o processo de descotização, tem a questão de poder de mercado, tem uma série de questões estratégicas que a gente está alertando. Agora, o que vai ser feito é decisão do novo ministro, com o presidente da República. Não cabe ao grupo que está fazendo esse diagnóstico tomar essa decisão", declarou Tolmasquim, após ser questionado sobre a possibilidade de reversão da privatização, em entrevista coletiva no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde funciona o gabinete de transição em Brasília. 

Uma das medidas previstas na lei que autorizou a desestatização da companhia -- a exigência da instalação de usinas térmicas em regiões que não possuam ponto de suprimento gás natural -- é responsável pela maior parte da "conta" de R$ 500 bilhões que vai ser deixada pelo atual governo, a ser paga pelos consumidores de energia do país, segundo o GT de Minas e Energia. 

+ Equipe de Lula diz que governo vai deixar rombo no setor de energia

"As famosas consequências da privatização da Eletrobras, que foram as emendas colocadas no processo de privatização, que têm um impacto muito grande. Uma delas é a obrigação de contratar termoelétricas inflexíveis, ou seja, termoelétricas que funcionam o tempo todo, em lugares distantes do mercado, e aonde não tem gás, o que soma cerca de R$ 368 bilhões", afirmou Tolmasquim.  

O grupo de trabalho indicou que o futuro governo vai trabalhar para reverter essa previsão específica da lei. "É nossa obrigação fazer toda ação possível, claro que isso vai passar passar pelo Congresso, mas nós acreditamos que o novo Congresso será sensível a essa questão do consumidor, e que a gente possa reverter esse processo tão danoso para o meio ambiente e para o consumidor", concluiu Tolmasquim.

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