Escritora Ana Maria Gonçalves é a primeira mulher negra a integrar a ABL
Autora de 'Um defeito de cor' foi eleita para a cadeira 33 da Academia Brasileira de Letras, um marco em 128 anos
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João Pedro Vaz
Ana Maria Gonçalves, autora de 'Um defeito de cor', é a primra mulher negra a ser eleita para ingressar na ABL | Reprodução: Redes Sociais
A escritora Ana Maria Gonçalves, de 54 anos, foi eleita nesta quinta-feira (10) para a cadeira 33 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ela vai ocupar a cadeira que foi do gramático, filósofo e professor Evanildo Bechara, que estava vaga desde a morte dele em maio. A mineira é a primeira mulher negra a se tornar imortal na instituição em 128 anos.
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Ana Maria Gonçalves, autora do livro 'Um defeito de cor', romance lançado em 2006 - considerado um clássico da literatura brasileira -, é também a mais jovem do atual quadro de imortais da Casa de Machado de Assis.
Com grande influência nacional e no exterior, Ana Maria já foi escritora residente de grandes universidades americanas como Stanford, Tatulane e Middlebury. Nascida em 1970 no município de Ibiá, em Minas Gerais, começou sua trajetória como publicitária em São Paulo, até migrar de profissão em 2002, quando se mudou para a Ilha de Itaparica, na Bahia, onde iniciou seu trabalho como escritora.
Seu primeiro livro, “Ao lado e à margem do que sentes por mim”, foi editado e lançado de forma independente em 2002, esgotando todos os exemplares após divulgação pela internet.
Em 2006, lançou a obra "Um defeito de cor", que conta a história de Kehinde, uma menina negra capturada aos 8 anos no Reino do Daomé, atual Benin, e forçada a viver como escravizada na Ilha de Itaparica, no estado da Bahia. O livro de 951 páginas é inspirado na figura de Luísa Mahin, líder da Revolta dos Malês - rebelião de escravizados que ocorreu na Bahia em 1835- e é considerado um clássico contemporâneo e um dos romances mais importantes do Brasil. A obra ganhou o prêmio Casa de Las Américas de Cuba em 2007. Ao todo, 180 mil cópias foram vendidas e está na 46ª edição.
Além de escritora, Ana Maria é roteirista, dramaturga, professora de escrita criativa, palestrante, agente cultura e empresária, sócia fundadora da Terreiro Produções. Atualmente vive em São Paulo onde trabalha produzindo para televisão, teatro e cinema.
Escritora Ana Maria Gonçalves é a primeira mulher negra a integrar a ABLAutora de 'Um defeito de cor' foi eleita para a cadeira 33 da Academia Brasileira de Letras, um marco em 128 anosCultura2025-07-10T21:03:11.175ZA escritora Ana Maria Gonçalves, de 54 anos, foi eleita nesta quinta-feira (10) para a cadeira 33 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ela vai ocupar a cadeira que foi do gramático, filósofo e professor Evanildo Bechara, que estava vaga desde a morte dele em maio. A mineira é a primeira mulher negra a se tornar imortal na instituição em 128 anos. Ana Maria Gonçalves, autora do livro 'Um defeito de cor', romance lançado em 2006 - considerado um clássico da literatura brasileira -, é também a mais jovem do atual quadro de imortais da Casa de Machado de Assis. Quem é a nova imortal Com grande influência nacional e no exterior, Ana Maria já foi escritora residente de grandes universidades americanas como Stanford, Tatulane e Middlebury. Nascida em 1970 no município de Ibiá, em Minas Gerais, começou sua trajetória como publicitária em São Paulo, até migrar de profissão em 2002, quando se mudou para a Ilha de Itaparica, na Bahia, onde iniciou seu trabalho como escritora. Seu primeiro livro, “Ao lado e à margem do que sentes por mim”, foi editado e lançado de forma independente em 2002, esgotando todos os exemplares após divulgação pela internet. Em 2006, lançou a obra "Um defeito de cor", que conta a história de Kehinde, uma menina negra capturada aos 8 anos no Reino do Daomé, atual Benin, e forçada a viver como escravizada na Ilha de Itaparica, no estado da Bahia. O livro de 951 páginas é inspirado na figura de Luísa Mahin, líder da Revolta dos Malês - rebelião de escravizados que ocorreu na Bahia em 1835- e é considerado um clássico contemporâneo e um dos romances mais importantes do Brasil. A obra ganhou o prêmio Casa de Las Américas de Cuba em 2007. Ao todo, 180 mil cópias foram vendidas e está na 46ª edição. Além de escritora, Ana Maria é roteirista, dramaturga, professora de escrita criativa, palestrante, agente cultura e empresária, sócia fundadora da Terreiro Produções. Atualmente vive em São Paulo onde trabalha produzindo para televisão, teatro e cinema. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/cultura/escritora-ana-maria-goncalves-e-a-primeira-mulher-negra-na-abl
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