Congresso

Após operação da PF, Jordy nega envolvimento no 8/1: "Não encontraram nada"

Alvo de mandado de busca e apreensão, deputado disse que ação "tem intuito de perseguir adversários antes da eleição municipal"

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Felipe Moraes
18/01/2024, 11:56 • Atualizado em 18/01/2024, 13:16
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Carlos Jordy após operação da PF

Carlos Jordy após operação da PF

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) negou envolvimento nos atos golpistas do 8 de janeiro após ser alvo de busca e apreensão na 24ª fase da Operação Lesa Pátria, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (18).

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"Uma medida autoritária, sem fundamento, sem indício algum, que somente visa perseguir, intimidar e criar narrativa às vésperas de eleição municipal", criticou, em legenda de post nas redes sociais.

Pré-candidato a prefeito de Niterói (RJ), o parlamentar postou um vídeo contando que foi "acordado com fuzil no rosto" pela PF. Agentes cumpriram mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na casa do parlamentar, no Rio de Janeiro (RJ), e no gabinete dele na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).

Jordy disse ser vítima de perseguição política por parte do ministro do STF Alexandre de Moraes, relator das investigações sobre os atos golpistas na Corte, e afirmou que "estamos vivendo uma ditadura".

"Os agentes até foram bem educados. Diziam que estavam fazendo o trabalho deles. Mas eu não sabia o que era. Me deram uma cópia do mandado, petição 11.986. Desconhecia o que era. Estavam buscando arma, celular, tablet. Pegaram. Falei onde tava minha arma. Pegaram meu celular. Tentaram buscar outras coisas que pudessem me incriminar. Mas não encontraram nada", narrou.

"Queriam dinheiro. Eu tinha, sei lá, R$ 1 mil em casa. Não sabia realmente o que era", continuou. "É inacreditável o que estamos vivendo. Esse mandado de busca e apreensão, determinado pelo ministro Alexandre Moraes, isso aí é a verdadeira constatação de que estamos vivendo uma ditadura", afirmou.

"Eu, em momento algum no 8 de janeiro, incitei, falei para as pessoas que aquilo era correto. Pelo contrário. Em momento algum estive nos quartéis-generais quando estavam acontecendo todos aqueles acampamentos. Nunca apoiei nenhum tipo de ato tanto anterior quanto depois do 8 de janeiro. Embora tivessem todo o seu direito de fazer suas manifestações contra o governo eleito", ponderou.

Jordy também disse que nunca se manifestou a favor dos atos golpistas nas redes sociais. "Totalmente arbitrário. Não há nenhuma postagem minha, não há nada que possa ser colocado contra mim ou que justifique esta medida autoritária", falou.

O parlamentar ainda chamou a Lesa Pátria de "piada" e declarou que a ação de hoje "tem intuito de perseguir adversários": "Também estão mirando eleições municipais, já que sou pré-candidato a prefeito de Niterói. É óbvio que tem viés totalitário, intimidatório, não tem respaldo legal".

O político do PL também disse que o Judiciário "não tem competência" para instalar esse tipo de inquérito. "Ficamos muito revoltados, indignados com tudo isso. Até falei para os agentes. Antes vocês iam na casa de políticos corruptos, que tinham alguma investigação por corrupção. Hoje vocês estão vindo por determinação de uma pessoa que se julga dono do Brasil, que quer perseguir seus adversários com este inquérito", completou, fazendo nova crítica a Moraes.

"É lamentável a ditadura que vivemos no Brasil. Mas nós não vamos desistir, não vamos nos intimidar", finalizou.

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