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Congresso

Covaxin: Conselho de Ética arquiva processo contra Ricardo Barros

Para deputado, denúncia foi manobra política para prejudicar governo

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Selfie Bolsonaro e Barros
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O Conselho de Ética da Câmara decidiu, nesta 3ª feira (23.nov), por 13 votos a 6, arquivar um procedimento disciplinar sobre supostas condutas do líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR). O parlamentar respondia por supostas irregularidades nas negociações para aquisição da vacina indiana Covaxin contra a Covid-19, após denúncia do deputado Luis Miranda (DEM-DF), na CPI da Pandemia no Senado. 

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O relatório final da CPI da covid-19 apontou que Ricardo Barros cometeu os crimes de incitação ao crime, advocacia administrativa, formação de organização criminosa e improbidade administrativa. No mesmo documento da CPI da Pandemia, Ricardo Barros foi citado mais vezes que Jair Bolsonaro. Enquanto o presidente é lembrado 79 vezes pelo relator no documento de 1.178 páginas, o líder do governo na Câmara tem 91 menções.

Segundo as acusações de Luis Miranda na comissão, o presidente Jair Bolsonaro teria citado o nome de Barros como um provável envolvido no esquema. "A nosso ver, as atribuições deste colegiado hão de ser exercidas rigorosamente e sem omissão, demonstrado que a atuação do parlamentar é inconciliável com a dignidade da representação popular e que sua persecução realizará o melhor interesse público", diz trecho do voto em separado do PSOL que recomendava a cassação do parlamentar.

Foi de autoria de Ricardo Barros a emenda a uma Medida Provisória no Congresso que incluía a Covaxin entre as vacinas possíveis de compra pelo governo, mesmo sem autorização da Anvisa. O deputado argumentou que não existem provas de seu envolvimento nessas negociações e classificou a denúncia de "manobra política" para prejudicar o governo Bolsonaro. Segundo ele, apesar de quebras de sigilo, nenhuma irregularidade foi encontrada.

"Fizeram todo tipo de investigação, quebraram o meu sigilo, o das minhas empresas, fizeram um esforço enorme para comprovar o meu envolvimento e não encontraram nenhum indício de materialidade", disse. Desde então, Ricardo Barros tem negado irregularidades e afirmado que não tem relação pessoal com a empresa que intermediou as negociações da Covaxin. 

*Com informações da Agência Brasil 

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