Justiça determina prisão preventiva de radiologista acusado de abuso sexual
Audiência de custódia ocorreu nesta tarde; Martin Gomes de Souza Neto ficará preso em Benfica

Íris Tavares
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro converteu para preventiva, nesta 6ª feira (3 .mar), a prisão do médico radiologista que abusou de uma paciente durante um exame médico em uma clínica particular de Copacabana, na zona sul da cidade. O crime ocorreu na noite da última 4ª feira (1º .mar).
Após audiência de custódia, que aconteceu nesta tarde, foi determinado que Martin Gomes de Souza Neto, de 32 anos, ficará preso no presídio de Benfica, na zona norte do Rio.
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Durante uma entrevista para o SBT Rio, a vítima Cris Silva, de 26 anos, contou que o médico tocou no órgão genital dela sem luvas, com a desculpa de que precisava encontrar os ovários da paciente.
Na delegacia, o acusado disse que o procedimento é padrão em exames ginecológicos.
Até o momento, outras três mulheres procuraram a Polícia Civil para denunciar o radiologista pelo mesmo crime. Além destes casos, um inquérito de importunação sexual, praticado por Marinho, em 2020, foi concluído, nesta 6ª feira (3 . mar).
De acordo com Cris Silva, os funcionários da unidade médica não ofereceram nenhuma assistência. A clínica nega a acusação.
Em nota, a assessoria da Clínica da Cidade disse que uma psicóloga, especializada em violência contra a mulher, foi contratada para prestar apoio à vítima. Ainda segundo a clínica, a jovem não retornou às tentativas de contato.
Sobre a antiga denúncia contra o profissional de saúde, a assessoria afirma que não tinha meios legais para identificar eventuais processos, contra o funcionário, que correm em segredo de justiça.
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