Organização social falsa desvia mais de R$ 700 mil da área da saúde
A quadrilha fechou contratos com cinco municípios paulistas

SBT Brasil
Uma organização social falsa fechou contrato com cinco prefeituras do estado de São Paulo. A Polícia Federal aprendeu mais de R$ 700 mil, em dinheiro vivo, nas sedes do grupo. Dois médicos estão presos e 27 pessoas foram indiciadas pelo golpe.
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Os integrantes da organização levavam uma vida de luxo com direito a mansão em refúgio paradisíaco e carros importados avaliados em mais de R$ 2 milhões. Além de lanchas e grande quantia guardada.
O trabalho da Polícia Federal começou há dois anos. Segundo as investigações, todo o dinheiro encontrado são valores desviados de recursos públicos da área da saúde. A quadrilha teria fechado contratos com as prefeituras de Embu das Artes, Itapecerica da Serra, Hortolândia, São Vicente e Cajamar. Os contratos superaram os R$ 300 milhões de reais.
O inquérito mostra, ainda, que devido à pandemia, as contratações foram feitas em caráter de emergência, sem licitação. A quadrilha subcontratava empresas de fachada para a prestação final do serviço. Muitas delas foram criadas pouco antes ou até depois dos contratos assinados com as prefeituras.
Nas imagens cedidas pela PF, três homens aparecem com uma mala, segundo os agentes, cheia de dinheiro. Minutos depois um deles vai embora com a parte dele. A organização social tinha como presidente um veterinário de 28 anos, mas de acordo com a polícia era controlada por muita gente. Dois médicos estão foragidos.
Entre os presos está um guarda civil que era responsável por sacar o dinheiro desviado. No momento da prisão ele chegou a jogar o telefone celular e uma mochila com um notebook pela janela, na tentativa de se livrar das provas, mas tudo acabou sendo recuperado.