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Brasil

Supermercados de SP têm 35 mil vagas abertas e enfrentam dificuldades para contratar

Jornadas exaustivas e falta de benefícios afastam candidatos. Setor aposta em trabalhadores acima dos 50 anos e parcerias sociais para preencher vagas

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O setor de supermercados enfrenta dificuldades para preencher suas vagas de emprego. Só em São Paulo, segundo a Associação Paulista de Supermercados (APAS), são cerca de 35 mil postos disponíveis, mas muitos deles continuam abertos por causa das condições oferecidas por esses espaços comerciais.

Mesmo oferecendo um valor ligeiramente superior ao salário mínimo, que atualmente está fixado em R$ 1.518, as condições de trabalho são um obstáculo. As vagas representam para o trabalhador um amontoado de jornadas cansativas, sobrecarga de funções e poucos ou nenhum benefícios. Este cenário exige uma mudança significativa nas estratégias de recrutamento do setor para atrair e reter talentos.

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De acordo com especialistas, atualmente, as pessoas já não buscam apenas salários, elas priorizam um formato de trabalho em que consigam equilibrar trabalho e vida pessoal com oportunidades de crescimento dentro da empresa.

Para driblar a falta de funcionários, a APAS apostou em duas medidas que são tendências crescentes no setor. Além de reinserir profissionais com mais de 50 anos no setor, tem buscado ampliar parcerias com prefeituras e programas sociais para alcançar pessoas em situação de vulnerabilidade.

Segundo Erlon Ortega, presidente da associação, os supermercados oferecem oportunidades em áreas, que não exigem experiência prévia, o que pode ampliar os candidatos. Ele também destaca a importância de se criar um ambiente de trabalho mais equilibrado e produtivo.

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