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STJ mantém condenação de Felipe Prior a 8 anos de prisão por estupro

Crime ocorreu em 2014; influenciador ainda responde a outros três processos por estupro na Justiça paulista

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Felipe Prior/Reprodução
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve nesta sexta-feira (23) a condenação do influenciador Felipe Prior a oito anos de prisão por estupro ocorrido em 2014, na cidade de São Paulo. A informação foi confirmada pela advogada de uma das vítimas.

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De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime aconteceu em agosto de 2014. A condenação em primeira instância havia sido proferida em julho de 2024, e agora foi mantida após análise do recurso no STJ.

Além desta condenação, Felipe Prior é réu em outros três processos por crimes sexuais que seguem em andamento na Justiça de São Paulo. Segundo as investigações, ele teria cometido outro estupro em 2016 e uma tentativa de estupro em 2018.

Em contato com o STJ, a assessoria informou que o processo tramita em segredo de justiça.

O SBT News não localizou a defesa de Prior e tentou entrar em contato com o arquiteto por meio das redes sociais e e-mail, mas não teve retorno. O espaço segue aberto.

Relembre o caso

Em outubro de 2020, o TJ-SP aceitou uma denúncia de estupro do Ministério Público (MP) contra Felipe Prior.

Em abril, logo após Prior ser eliminado de um reality show, três mulheres denunciaram formalmente agressões que teriam sido cometidas pelo ex-BBB, em jogos da faculdade, entre 2014 e 2018.

Um inquérito policial foi aberto pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), mas o caso foi encerrado sem indiciamento. O documento foi encaminhado, então, ao MP-SP.

As vítimas reconheceram o arquiteto no momento em que assistiram o programa. Elas disseram que não registraram boletim de ocorrência (B.O) na época porque sentiram vergonha. Já a organização das disputas universitárias disse que recebeu relatos sobre denúncias contra Prior e, por isso, ele foi impedido de participar das competições de 2018. Na internet, o ex-BBB negou as acusações. 

Na época do estupro pelo qual foi condenado, Felipe Prior e a vítima eram residentes da zona norte de São Paulo e estudavam na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Segundo o processo, Prior oferecia caronas a ela e a uma amiga em comum após eventos universitários.

Em 2023, a juíza Eliana Cassales Tori Bastos, da 7.ª Vara Criminal de São Paulo, decidiu condená-lo a seis anos, porém a pena foi estendida um ano depois.

O processo, julgado pela 7ª Vara Criminal de São Paulo, envolveu a oitiva de 19 pessoas. A juíza responsável pela sentença destacou que os depoimentos das vítimas e das testemunhas foram consistentes, somando-se a provas materiais que compuseram um conjunto robusto, suficiente para a condenação de Prior.

Prior nega as acusações.

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