Saúde, educação e desemprego são os principais problemas dos países de língua portuguesa, diz pesquisa
Estudo inédito liderado pelo Ipespe mostra que, para os brasileiros, pontos críticos são saúde (45%), violência (40%) e educação (35%)
SBT News
Pacientes aguardam atendimento em UBS da Ceilândia, no DF | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil - 04.03.2024
Saúde, educação e desemprego são os principais problemas dos países de língua portuguesa. É o que aponta a primeira edição do Barômetro da Lusofonia, estudo liderado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), lançado nesta semana.
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Embora essa lista de principais desafios seja compartilhada, a ordem dos problemas varia consideravelmente entre os países lusófonos. Para os brasileiros, os principais problemas do país são saúde (45%), violência (40%) e educação (35%).
"O Barometro revela que as preocupações centrais dos cidadãos da lusofonia estão ligadas à qualidade dos serviços públicos e às condições de inserção econômica. Em um segundo patamar, surgem temas como violência, inflação e acesso a água, energia e saneamento básico", afirma Antonio Lavareda, diretor geral do Barometro e presidente do Conselho Científico do Ipespe.
Na maior parte dos países analisados, os resultados indicam níveis elevados de participação eleitoral declarada – nem sempre refletidos nos índices de votação de fato. Na média, 63% dos ouvidos afirmam que votam sempre e 13% que votam na maioria das vezes. Apenas 11% dizem que votam raramente e 9% que nunca votam.
O Brasil, único país da comunidade em que o voto é obrigatório, apresenta o maior nível de participação declarada: 88% afirmam que costumam sempre votar e 5%, que votam na maioria das vezes.
O estudo aponta ainda que 57% da população destes países não está satisfeita com o funcionamento da democracia. Os timorenses e os portugueses são os únicos entre as nações lusófonas cuja maioria declara estar satisfeita – respectivamente 75% e 61%.
Nas métricas sobre fake news, o Barometro aponta que 64% afirmam já ter recebido notícias falsas. Portugal (83%) e Brasil (80%) lideram esse ranking, seguidos por Angola (71%), Moçambique (71%) e Guiné-Bissau (67%).
A referência às fake news é mais baixa em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe (ambos com 49%) e Timor-Leste (40%). Esse resultado, entretanto, pode representar não necessariamente uma menor incidência do problema, e sim maior dificuldade de identificá-lo, por uma série de fatores regionais.
Para essa primeira edição do Barometro, foram realizadas 5.688 entrevistas em uma ampla pesquisa simultânea em países de quatro continentes: África (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe), América do Sul (Brasil), Ásia (Timor-Leste) e Europa (Portugal).
Saúde, educação e desemprego são os principais problemas dos países de língua portuguesa, diz pesquisaEstudo inédito liderado pelo Ipespe mostra que, para os brasileiros, pontos críticos são saúde (45%), violência (40%) e educação (35%)Brasil2026-01-30T02:53:06.245ZSaúde, educação e desemprego são os principais problemas dos países de língua portuguesa. É o que aponta a primeira edição do Barômetro da Lusofonia, estudo liderado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), lançado nesta semana. Embora essa lista de principais desafios seja compartilhada, a ordem dos problemas varia consideravelmente entre os países lusófonos. Para os brasileiros, os principais problemas do país são saúde (45%), violência (40%) e educação (35%). "O Barometro revela que as preocupações centrais dos cidadãos da lusofonia estão ligadas à qualidade dos serviços públicos e às condições de inserção econômica. Em um segundo patamar, surgem temas como violência, inflação e acesso a água, energia e saneamento básico", afirma Antonio Lavareda, diretor geral do Barometro e presidente do Conselho Científico do Ipespe. Na maior parte dos países analisados, os resultados indicam níveis elevados de participação eleitoral declarada – nem sempre refletidos nos índices de votação de fato. Na média, 63% dos ouvidos afirmam que votam sempre e 13% que votam na maioria das vezes. Apenas 11% dizem que votam raramente e 9% que nunca votam. O Brasil, único país da comunidade em que o voto é obrigatório, apresenta o maior nível de participação declarada: 88% afirmam que costumam sempre votar e 5%, que votam na maioria das vezes. O estudo aponta ainda que 57% da população destes países não está satisfeita com o funcionamento da democracia. Os timorenses e os portugueses são os únicos entre as nações lusófonas cuja maioria declara estar satisfeita – respectivamente 75% e 61%. Nas métricas sobre fake news, o Barometro aponta que 64% afirmam já ter recebido notícias falsas. Portugal (83%) e Brasil (80%) lideram esse ranking, seguidos por Angola (71%), Moçambique (71%) e Guiné-Bissau (67%). A referência às fake news é mais baixa em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe (ambos com 49%) e Timor-Leste (40%). Esse resultado, entretanto, pode representar não necessariamente uma menor incidência do problema, e sim maior dificuldade de identificá-lo, por uma série de fatores regionais. Para essa primeira edição do Barometro, foram realizadas 5.688 entrevistas em uma ampla pesquisa simultânea em países de quatro continentes: África (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe), América do Sul (Brasil), Ásia (Timor-Leste) e Europa (Portugal). São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/saude-educacao-e-desemprego-sao-os-principais-problemas-dos-paises-de-lingua-portuguesa-diz-pesquisa
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