Após 20 anos de disputa judicial com empresa canadense, Ministério Público tenta acordo que pode beneficiar 1,3 mil famílias
I
C
Isaque Teles, com informações da Agência Brasil
Reunião de famílias Quilombolas | Reprodução: Agência Brasil/ Carlos Roberto
Três comunidades quilombolas de Minas Gerais lutam na Justiça, desde 2004, para conseguir uma indenização por suas terras, em uma disputa com a multinacional canadense Kinross Gold Corporation. O Ministério Público Federal (MPF) tenta mediar um acordo entre a empresa e as famílias que foram atingidas pela atividade mineradora ou perderam suas terras.
O procurador regional da República José Adércio Leite Sampaio pretende, até o fim deste ano, garantir uma reparação às comunidades de Machadinho, Amaros e São Domingos por danos socioambientais, territoriais e culturais causados pela mineradira que ocupou cerca de 2,2 mil hectares. A empresa instalou estrutura e barragem de rejeitos no território para explorar uma mina de ouro e prata chamada Morro do Ouro.
Se o tão esperado acordo for fechado, cerca de 1,3 mil famílias podem ser beneficiadas. O MPF pretende formalizar o reconhecimento dos direitos territoriais das comunidades, garantndo um valor estimado que pode variar entre R$ 500 milhões e R$ 1,2 bilhão em indenizações.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui
Em agosto, um julgamento sobre a indenização acabou suspenso por 60 dias. Segundo o advogado Guilherme Bicalho, que represnta as famílias, a expectativa é de que haja uma negociação até novembro.
Famílias e território
Cerca de 600 famílias da comunidade de Machadinho afirmam ter sido prejudicadas pela perda de terras. Na comunidade dos Amaros, aproximadamente 500 famílias alegam o mesmo. Já o quilombo de São Domingos reúne 186 famílias que apresentam as mesmas queixas.
As comunidades de Machadinho e dos Amaros receberam certificação da Fundação Cultural Palmares em 2004. Em 2005, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) iniciou os processos de regularização dos territórios, mas os procedimentos foram interrompidos pela atuação da empresa responsável e de grileiros que ocuparam as terras.
Mineradora
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a empresa estrangeira registrou lucro líquido global de US$ 2,39 bilhões, equivalente a R$ 14,73 bilhões. Desse total, 30% seriam gerados pela atividade da mineradora.
A poeira gerada pelas operações de mineração atinge as moradias e causa problemas respiratórios à população remanescente.
Quilombolas buscam acordo com mineradora em MGApós 20 anos de disputa judicial com empresa canadense, Ministério Público tenta acordo que pode beneficiar 1,3 mil famílias
Brasil2026-10-15T02:55:32.050ZTrês comunidades quilombolas de Minas Gerais lutam na Justiça, desde 2004, para conseguir uma indenização por suas terras, em uma disputa com a multinacional canadense Kinross Gold Corporation. O Ministério Público Federal (MPF) tenta mediar um acordo entre a empresa e as famílias que foram atingidas pela atividade mineradora ou perderam suas terras. O procurador regional da República José Adércio Leite Sampaio pretende, até o fim deste ano, garantir uma reparação às comunidades de Machadinho, Amaros e São Domingos por danos socioambientais, territoriais e culturais causados pela mineradira que ocupou cerca de 2,2 mil hectares. A empresa instalou estrutura e barragem de rejeitos no território para explorar uma mina de ouro e prata chamada Morro do Ouro. Se o tão esperado acordo for fechado, cerca de 1,3 mil famílias podem ser beneficiadas. O MPF pretende formalizar o reconhecimento dos direitos territoriais das comunidades, garantndo um valor estimado que pode variar entre R$ 500 milhões e R$ 1,2 bilhão em indenizações. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Em agosto, um julgamento sobre a indenização acabou suspenso por 60 dias. Segundo o advogado Guilherme Bicalho, que represnta as famílias, a expectativa é de que haja uma negociação até novembro. Famílias e território Cerca de 600 famílias da comunidade de Machadinho afirmam ter sido prejudicadas pela perda de terras. Na comunidade dos Amaros, aproximadamente 500 famílias alegam o mesmo. Já o quilombo de São Domingos reúne 186 famílias que apresentam as mesmas queixas. As comunidades de Machadinho e dos Amaros receberam certificação da Fundação Cultural Palmares em 2004. Em 2005, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) iniciou os processos de regularização dos territórios, mas os procedimentos foram interrompidos pela atuação da empresa responsável e de grileiros que ocuparam as terras. Mineradora De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a empresa estrangeira registrou lucro líquido global de US$ 2,39 bilhões, equivalente a R$ 14,73 bilhões. Desse total, 30% seriam gerados pela atividade da mineradora. A poeira gerada pelas operações de mineração atinge as moradias e causa problemas respiratórios à população remanescente. ++São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/quilombolas-buscam-acordo-com-mineradora-kinross
Documento reúne propostas para regulamentar a inteligência artificial, incentivar tecnologias nacionais e ampliar a participação social na política digital
Limite sobe de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027, abaixo da inflação desde o último reajuste; texto também permite contratação de até dois funcionários