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Professora não quer voltar à sala após caso de vidro na água

Em entrevista à afiliada TH+ SBT, docente diz que vai priorizar a saúde após o episódio

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Naiara Ribeiro
Alunos da EMEFI Prof.ª Ildete Mendonça Barbosa colocaram vidro dentro da água da Professora Michele | Reprodução redes sociais

Alunos da EMEFI Prof.ª Ildete Mendonça Barbosa colocaram vidro dentro da água da Professora Michele | Reprodução redes sociais

A professora Michele Ramos, da EMEFI Prof.ª Ildete Mendonça Barbosa, em São José dos Campos, afirmou, em entrevista ao programa Alô Você Vale, da afiliada TH+ SBT, na quarta-feira (1º), que não pretende voltar à sala de aula por enquanto após três alunos colocarem pedaços de vidro em sua garrafa de água.

Ainda abalada com o episódio, ela afirmou que vai priorizar a própria saúde. "No momento, não. Eu não quero voltar para a sala de aula. Vou priorizar minha saúde", disse.

Segundo Michele, ela só percebeu que havia algo errado depois que alguns alunos fizeram comentários sobre a garrafa de água. Foi só então que descobriu o que havia acontecido. "Os alunos começaram a falar: 'Professora, se eu fosse você não beberia essa água'. Achei que pudesse ter cuspe ou alguma brincadeira, mas depois descobri que tinham colocado vidro."

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A professora contou que ficou em estado de choque ao descobrir o que havia acontecido e precisou deixar a escola para buscar atendimento médico.

"Eu me senti profundamente desrespeitada e triste. Desrespeitos diários a gente sofre, mas jamais imaginava uma coisa nesse nível."

Durante a entrevista, Michele também cobrou um posicionamento da Prefeitura de São José dos Campos sobre o atendimento oferecido aos profissionais da educação. "Eu quero um posicionamento de como vai ser esse atendimento psicossocial. As leis existem, mas precisam ser implementadas."

Em nota, a Prefeitura informou que os três estudantes envolvidos foram suspensos até o fim do semestre e que as famílias foram convocadas pela direção da escola. O caso também foi encaminhado aos órgãos competentes. A administração municipal afirmou que a professora recebeu acolhimento, atendimento médico e continuará recebendo suporte.

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