Pais bloqueiam apps de casas de aposta para proteger filhos de vício
Aumento do uso de bets por crianças e adolescentes acende alerta entre pais e responsáveis
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SBT Brasil
15/10/2024, 01:56 • Atualizado em 15/10/2024, 01:56
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O aumento do uso de jogos de apostas por crianças e adolescentes tem acendido um alerta entre pais e responsáveis. Muitos estão recorrendo a métodos para bloquear o acesso a plataformas de apostas nos celulares e tablets dos filhos, buscando protegê-los dos riscos financeiros e psicológicos que esses jogos podem trazer.
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Em muitos lares, como na casa de Elvis e Henri, de 13 e 10 anos, a regra é clara: jogar é permitido, mas sem envolver dinheiro. Para garantir isso, o diálogo e a supervisão têm sido essenciais.
"Toda hora é uma invenção nova, e se não estivermos atentos, pode virar um problema sério", comenta Erica Simonelli Rylo, mãe dos meninos. Ela destaca que é necessário acompanhar de perto as atividades dos filhos, pois, como diz, "nem a chuva está fácil, imagina ganhar dinheiro".
Mas, nem sempre essa é a realidade entre os amigos da escola. Elvis, de 13 anos, conta que muitos colegas apostam dinheiro em jogos, o que já despertou sua curiosidade. No entanto, ele reconhece os riscos: "conheço pessoas que perdem mais do que ganham".
A conscientização tem sido a principal aposta de Erica para manter os filhos longe dos jogos de azar. Henri, o mais novo, revela que inicialmente via esses jogos apenas como diversão, mas mudou de ideia após conversas com a mãe: "antes eu pensava que jogaria quando crescesse, mas depois de conversar com ela, percebi que não vale a pena".
O acesso a plataformas de apostas exige o cadastro com dados pessoais, como CPF, o que pode parecer uma barreira. No entanto, muitos adolescentes acabam utilizando o CPF de adultos sem que eles saibam, e quando os pais descobrem, o prejuízo já pode ter ocorrido, além do risco de envolvimento no vício do jogo.
A partir de 1º de janeiro, novas regulamentações, como a exigência de reconhecimento facial para acessar plataformas de jogos, serão implementadas pelo Ministério da Fazenda. Além disso, todas as publicidades de apostas deverão conter a indicação de restrição etária, para maiores de 18 anos.
Especialistas em tecnologia também alertam que é possível evitar o acesso dos menores aos jogos de apostas através de aplicativos de controle parental. "Essas ferramentas permitem que os pais monitorem o que os filhos acessam, mesmo à distância", explica Rafael Adonis Queiroz, especialista em tecnologia. O processo envolve baixar o aplicativo no celular dos pais e dos filhos, conectando-os com o mesmo e-mail e senha, garantindo que o bloqueio não seja facilmente removido pelas crianças.
Durante a semana do Dia das Crianças, a Associação Nacional de Jogos e Loterias lançou uma campanha de conscientização, destacando o tema "Aposta não é coisa de criança". A iniciativa tem o objetivo de alertar sobre os perigos que as apostas representam para o público infanto-juvenil.
Para a psicanalista Ana Gabriela Andriani, essa é uma questão que precisa ser discutida em conjunto. "Pais, escolas e governantes devem pensar em medidas para proteger as crianças dos jogos de apostas, que podem gerar prejuízos financeiros e comprometer a saúde mental."
Pais bloqueiam apps de casas de aposta para proteger filhos de vícioAumento do uso de bets por crianças e adolescentes acende alerta entre pais e responsáveisBrasil2024-10-15T01:56:42.411ZO aumento do uso de jogos de apostas por crianças e adolescentes tem acendido um alerta entre pais e responsáveis. Muitos estão recorrendo a métodos para bloquear o acesso a plataformas de apostas nos celulares e tablets dos filhos, buscando protegê-los dos riscos financeiros e psicológicos que esses jogos podem trazer. Em muitos lares, como na casa de Elvis e Henri, de 13 e 10 anos, a regra é clara: jogar é permitido, mas sem envolver dinheiro. Para garantir isso, o diálogo e a supervisão têm sido essenciais. "Toda hora é uma invenção nova, e se não estivermos atentos, pode virar um problema sério", comenta Erica Simonelli Rylo, mãe dos meninos. Ela destaca que é necessário acompanhar de perto as atividades dos filhos, pois, como diz, "nem a chuva está fácil, imagina ganhar dinheiro". Mas, nem sempre essa é a realidade entre os amigos da escola. Elvis, de 13 anos, conta que muitos colegas apostam dinheiro em jogos, o que já despertou sua curiosidade. No entanto, ele reconhece os riscos: "conheço pessoas que perdem mais do que ganham". A conscientização tem sido a principal aposta de Erica para manter os filhos longe dos jogos de azar. Henri, o mais novo, revela que inicialmente via esses jogos apenas como diversão, mas mudou de ideia após conversas com a mãe: "antes eu pensava que jogaria quando crescesse, mas depois de conversar com ela, percebi que não vale a pena". O acesso a plataformas de apostas exige o cadastro com dados pessoais, como CPF, o que pode parecer uma barreira. No entanto, muitos adolescentes acabam utilizando o CPF de adultos sem que eles saibam, e quando os pais descobrem, o prejuízo já pode ter ocorrido, além do risco de envolvimento no vício do jogo. A partir de 1º de janeiro, novas regulamentações, como a exigência de reconhecimento facial para acessar plataformas de jogos, serão implementadas pelo Ministério da Fazenda. Além disso, todas as publicidades de apostas deverão conter a indicação de restrição etária, para maiores de 18 anos. Especialistas em tecnologia também alertam que é possível evitar o acesso dos menores aos jogos de apostas através de aplicativos de controle parental. "Essas ferramentas permitem que os pais monitorem o que os filhos acessam, mesmo à distância", explica Rafael Adonis Queiroz, especialista em tecnologia. O processo envolve baixar o aplicativo no celular dos pais e dos filhos, conectando-os com o mesmo e-mail e senha, garantindo que o bloqueio não seja facilmente removido pelas crianças. Durante a semana do Dia das Crianças, a Associação Nacional de Jogos e Loterias lançou uma campanha de conscientização, destacando o tema "Aposta não é coisa de criança". A iniciativa tem o objetivo de alertar sobre os perigos que as apostas representam para o público infanto-juvenil. Para a psicanalista Ana Gabriela Andriani, essa é uma questão que precisa ser discutida em conjunto. "Pais, escolas e governantes devem pensar em medidas para proteger as crianças dos jogos de apostas, que podem gerar prejuízos financeiros e comprometer a saúde mental." São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/pais-bloqueiam-apps-de-casas-de-aposta-para-proteger-filhos-de-vicio
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