Operação mira esquema de roubo de remédios para câncer
Grupo movimentou R$ 33 milhões em 1 ano e pode ter abastecido até instituições públicas de saúde com produtos roubados
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Emanuelle Menezes, com SBT Rio
Polícia recuperou medicamentos de alto custo durante Operação Metástase | Reprodução
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, nesta terça-feira (21), uma operação contra uma organização criminosa interestadual suspeita de roubar cargas de medicamentos oncológicos e imunossupressores de alto custo e revendê-los por meio de empresas de fachada.
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Segundo as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 33 milhões entre 2025 e 2026 e pode ter abastecido até instituições públicas de saúde com produtos de origem criminosa.
A Operação Metástase é resultado de meses de trabalho da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-CAP), que utilizou análise de imagens, monitoramento, cruzamento de dados telemáticos, fiscais e financeiros e rastreamento da movimentação das cargas roubadas.
A ação ocorre simultaneamente no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará, com cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão e de prisão contra integrantes e lideranças da quadrilha. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens ligados ao grupo.
Em São Paulo, a operação conta com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que mobilizou mais de 100 policiais civis para cumprir mandados na capital, Guarulhos, Guarujá, Jundiaí, Mauá e São Caetano do Sul. Até o momento, foram recuperados medicamentos de alto custo e apreendidas três armas de fogo em um dos endereços. Um homem também foi preso.
Organização atuava em vários estados
De acordo com a Polícia Civil do RJ, o grupo participou de pelo menos 40 roubos de cargas e utilizava cerca de 25 empresas de fachada para ocultar a origem dos produtos e recolocá-los no mercado.
Segundo os investigadores, após os assaltos, as cargas eram levadas para áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP), no Complexo da Maré, onde os medicamentos eram armazenados, fracionados e redistribuídos. Depois, eram enviados a diferentes estados por meio de transportadoras, entregadores e "laranjas".
A polícia também identificou um esquema de aliciamento de funcionários de transportadoras para obter informações privilegiadas sobre rotas e cargas.
Medicamentos podem ter sido vendidos à rede pública
As investigações indicam que os medicamentos roubados eram comercializados para hospitais privados e, em alguns casos, inseridos em licitações da rede pública de saúde por meio da modalidade de tomada de preços. Ao oferecer valores abaixo do mercado, o grupo conseguia vencer concorrências e fornecer produtos de origem criminosa.
Segundo a Polícia Civil, essa prática representa um risco direto à saúde pública. Medicamentos oncológicos e imunossupressores exigem controle rigoroso de temperatura e armazenamento. Quando transportados ou estocados de forma inadequada, podem perder a eficácia, sofrer contaminação ou até gerar substâncias nocivas.
Além do risco aos pacientes, o desvio de grandes cargas pode comprometer o abastecimento de hospitais e afetar tratamentos de pessoas com câncer, doenças autoimunes e pacientes transplantados.
Operação mira esquema de roubo de remédios para câncerGrupo movimentou R$ 33 milhões em 1 ano e pode ter abastecido até instituições públicas de saúde com produtos roubadosBrasil2026-07-21T11:17:35.743ZA Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, nesta terça-feira (21), uma operação contra uma organização criminosa interestadual suspeita de roubar cargas de medicamentos oncológicos e imunossupressores de alto custo e revendê-los por meio de empresas de fachada. Segundo as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 33 milhões entre 2025 e 2026 e pode ter abastecido até instituições públicas de saúde com produtos de origem criminosa. A Operação Metástase é resultado de meses de trabalho da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-CAP), que utilizou análise de imagens, monitoramento, cruzamento de dados telemáticos, fiscais e financeiros e rastreamento da movimentação das cargas roubadas. A ação ocorre simultaneamente no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará, com cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão e de prisão contra integrantes e lideranças da quadrilha. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens ligados ao grupo. Em São Paulo, a operação conta com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que mobilizou mais de 100 policiais civis para cumprir mandados na capital, Guarulhos, Guarujá, Jundiaí, Mauá e São Caetano do Sul. Até o momento, foram recuperados medicamentos de alto custo e apreendidas três armas de fogo em um dos endereços. Um homem também foi preso. Organização atuava em vários estados De acordo com a Polícia Civil do RJ, o grupo participou de pelo menos 40 roubos de cargas e utilizava cerca de 25 empresas de fachada para ocultar a origem dos produtos e recolocá-los no mercado. Segundo os investigadores, após os assaltos, as cargas eram levadas para áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP), no Complexo da Maré, onde os medicamentos eram armazenados, fracionados e redistribuídos. Depois, eram enviados a diferentes estados por meio de transportadoras, entregadores e "laranjas". A polícia também identificou um esquema de aliciamento de funcionários de transportadoras para obter informações privilegiadas sobre rotas e cargas. Medicamentos podem ter sido vendidos à rede pública As investigações indicam que os medicamentos roubados eram comercializados para hospitais privados e, em alguns casos, inseridos em licitações da rede pública de saúde por meio da modalidade de tomada de preços. Ao oferecer valores abaixo do mercado, o grupo conseguia vencer concorrências e fornecer produtos de origem criminosa. Segundo a Polícia Civil, essa prática representa um risco direto à saúde pública. Medicamentos oncológicos e imunossupressores exigem controle rigoroso de temperatura e armazenamento. Quando transportados ou estocados de forma inadequada, podem perder a eficácia, sofrer contaminação ou até gerar substâncias nocivas. Além do risco aos pacientes, o desvio de grandes cargas pode comprometer o abastecimento de hospitais e afetar tratamentos de pessoas com câncer, doenças autoimunes e pacientes transplantados.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/operacao-mira-esquema-de-roubo-de-remedios-para-cancer
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