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Operação apura envio de drogas escondidas em compras online

MP-SP e PF cumprem mandados em três estados e investigam cerca de 120 remessas suspeitas; Justiça determinou bloqueio de até R$ 5 milhões por investigado

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Agência SBT, SBT News
Operação contra o crime. | Divulgação/PF

Operação contra o crime. | Divulgação/PF

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Polícia Federal deflagraram, na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Yellow Code, que investiga uma organização criminosa suspeita de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo as autoridades, o grupo utilizava encomendas compradas pela internet para transportar entorpecentes escondidos em eletrodomésticos.

A operação prevê o cumprimento de 14 mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão em cidades de São Paulo - capital, São Caetano do Sul e Praia Grande -, no Paraná - Foz do Iguaçu e Pinhais - e em Santa Catarina - Palhoça.

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A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 5 milhões em contas bancárias de cada investigado, além do sequestro de veículos vinculados ao grupo.

Durante as buscas, foram apreendidas armas de fogo, drogas e aproximadamente R$ 270 mil em dinheiro, segundo a Polícia Federal.

120 remessas suspeitas

A investigação começou em setembro de 2025, após informações de que moradores de São Paulo recebiam, desde o ano anterior, dezenas de encomendas com drogas escondidas em eletrodomésticos comprados pela internet.

De acordo com os investigadores, os dados obtidos indicaram que as remessas partiam de uma mesma vendedora e eram postadas principalmente em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Ao todo, foram identificadas cerca de 120 remessas suspeitas destinadas a três grupos de destinatários na Grande São Paulo.

A apuração foi conduzida pela Polícia Federal em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPSP. Segundo as autoridades, os investigados aproveitavam a estrutura logística de uma grande plataforma de comércio eletrônico para transportar drogas em encomendas aparentemente lícitas.

Investigação aponta suspeita de lavagem de dinheiro

Além do tráfico de drogas, a operação apura a ocultação dos valores obtidos com a venda dos entorpecentes.

Relatórios financeiros analisados pelos investigadores apontaram movimentações incompatíveis com a renda declarada dos suspeitos. Segundo o MPSP, o dinheiro circulava por meio de transferências fracionadas, saques em espécie e repasses rápidos, muitas vezes realizados no mesmo dia.

Os valores também eram enviados a pessoas interpostas e empresas recém-abertas, com capital social baixo e sem atividade econômica real identificada pelos investigadores. Essas transações ajudaram a relacionar grupos de compradores que, inicialmente, pareciam atuar de forma independente.

Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação continua com a análise do material apreendido, o rastreamento do patrimônio e a tentativa de identificar outros possíveis participantes.

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