O que se sabe sobre supostas ameaças de incêndios na UFPE
PF apura mensagens que ameaçavam explodir um departamento e investiga as causas do fogo que destruiu laboratórios; MEC prevê novo prédio e prorrogação de bolsas
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Caroline Vale, TV Jornal
Prédio da UFPE ficou destruído pelas chamas. | Reprodução/TV Jornal
A Polícia Federal (PF) investiga mensagens com ameaças contra a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e apura as causas do incêndio que atingiu um prédio com laboratórios de pesquisa na noite de quarta-feira (7), no Recife. Entre as mensagens que circularam nas redes sociais, há uma ameaça de explodir um departamento da instituição.
O incêndio ocorreu um dia depois de estudantes realizarem uma manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Diante das mensagens, a universidade pediu à PF que investigue tanto a origem do incêndio quanto as ameaças.
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"Já começaram as investigações, já começou a perícia para saber o que aconteceu; já foram feitas, inclusive, oitivas hoje de pessoas suspeitas que enviaram essas mensagens e de outras pessoas que também ameaçaram a universidade", disse o ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante coletiva de imprensa concedida nessa quinta-feira (8).
Até o momento, não há confirmação oficial de que o fogo tenha sido provocado intencionalmente ou de que esteja relacionado às ameaças.
Em meio à investigação, o Ministério da Educação (MEC) anunciou R$ 28 milhões para a construção de um novo prédio, além da recomposição dos equipamentos científicos destruídos. As bolsas dos estudantes afetados serão mantidas, e os prazos poderão ser prorrogados para permitir a continuidade das pesquisas.
Segundo o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, mensagens compartilhadas nas redes sociais contém ameaças de explodir um departamento da universidade e faz referência ao segundo turno das eleições presidenciais.
“Pedimos à Polícia Federal a abertura do processo em relação às causas do incêndio e também à circulação de ameaças à nossa comunidade estudantil”, declarou o reitor. A Polícia Federal disse que vai investigar a relação entre o incêndio e as supostas mensagens.
Gomes também afirmou que a universidade orientou as equipes de segurança institucional e terceirizada a permanecerem em alerta. Segundo ele, a instituição pretende garantir a participação política e estudantil da comunidade universitária.
Investigações
A PF instaurou um inquérito para identificar a origem do incêndio e reconstruir a sequência dos acontecimentos antes do início do fogo. A investigação também busca esclarecer a circulação das mensagens ameaçadoras.
Segundo o delegado regional executivo da PF, Rodrigo Bastos, equipes estiveram no local para iniciar os levantamentos periciais e colher informações. Foram utilizados recursos como robôs e drones para obter imagens do interior do prédio sem a entrada dos peritos, ainda impedida pelas condições estruturais.
A perícia completa depende de condições de segurança para o acesso ao interior da estrutura. O Instituto Nacional de Criminalística (INC) também foi acionado para reforçar os trabalhos.
"Quaisquer fatos que possam ser relacionados com isso têm que ser levantados, a investigação tem que ser ampla. Mas, como eu disse, neste momento a ênfase é identificar a origem do incêndio e reconstituir a dinâmica dos fatos aqui no local na data de ontem. Isso é o mais importante neste momento para não perder o princípio da oportunidade", finalizou o delegado da PF.
O fogo atingiu o prédio da antiga Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (DINE), que abrigava laboratórios de pesquisa da UFPE, incluindo o Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica (NUPIT). O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 100 milhões, considerando as estruturas e os equipamentos destruídos.
Entre as pesquisas afetadas estão estudos relacionados a câncer, obesidade, Covid-19, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e autismo.
Segundo o reitor Alfredo Gomes, havia cerca de 200 dissertações e teses em andamento nos laboratórios atingidos. A preocupação da universidade é evitar a interrupção dos trabalhos científicos e garantir condições para que os estudantes concluam suas pesquisas.
O Ministério da Educação anunciou o repasse de aproximadamente R$ 28 milhões para construir um novo prédio para a universidade. A estrutura terá cerca de 7 mil metros quadrados, mais que o dobro dos aproximadamente 3 mil m² do edifício atingido. O espaço deverá receber os laboratórios afetados, e os equipamentos científicos destruídos também serão recompostos.
O início das obras depende da conclusão das perícias e da liberação da área. A expectativa apresentada pelo MEC é que a construção comece cerca de 30 dias após a conclusão dessas etapas.
PF investiga incêndio que destruiu prédio da UFPE. | Reprodução
De acordo com o MEC, os estudantes de mestrado e doutorado afetados pelo incêndio continuarão recebendo as bolsas de pesquisa. Em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o ministério informou que os prazos poderão ser prorrogados pelo período necessário para a continuidade dos trabalhos.
Também está previsto um chamamento especial do Programa de Doutorado-Sanduíche no Exterior (PDSE), voltado a doutorandos e pesquisadores em fase final das teses. A iniciativa permitirá que os selecionados deem continuidade aos estudos em laboratórios parceiros de países como Alemanha, Estados Unidos e França.
O que se sabe sobre supostas ameaças de incêndios na UFPEPF apura mensagens que ameaçavam explodir um departamento e investiga as causas do fogo que destruiu laboratórios; MEC prevê novo prédio e prorrogação de bolsasBrasil2026-10-09T12:10:43.234ZA Polícia Federal (PF) investiga mensagens com ameaças contra a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e apura as causas do incêndio que atingiu um prédio com laboratórios de pesquisa na noite de quarta-feira (7), no Recife. Entre as mensagens que circularam nas redes sociais, há uma ameaça de explodir um departamento da instituição. O incêndio ocorreu um dia depois de estudantes realizarem uma manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Diante das mensagens, a universidade pediu à PF que investigue tanto a origem do incêndio quanto as ameaças. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver!. "Já começaram as investigações, já começou a perícia para saber o que aconteceu; já foram feitas, inclusive, oitivas hoje de pessoas suspeitas que enviaram essas mensagens e de outras pessoas que também ameaçaram a universidade", disse o ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante coletiva de imprensa concedida nessa quinta-feira (8). Até o momento, não há confirmação oficial de que o fogo tenha sido provocado intencionalmente ou de que esteja relacionado às ameaças. Em meio à investigação, o Ministério da Educação (MEC) anunciou R$ 28 milhões para a construção de um novo prédio, além da recomposição dos equipamentos científicos destruídos. As bolsas dos estudantes afetados serão mantidas, e os prazos poderão ser prorrogados para permitir a continuidade das pesquisas. Segundo o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, mensagens compartilhadas nas redes sociais contém ameaças de explodir um departamento da universidade e faz referência ao segundo turno das eleições presidenciais. “Pedimos à Polícia Federal a abertura do processo em relação às causas do incêndio e também à circulação de ameaças à nossa comunidade estudantil”, declarou o reitor. A Polícia Federal disse que vai investigar a relação entre o incêndio e as supostas mensagens. Gomes também afirmou que a universidade orientou as equipes de segurança institucional e terceirizada a permanecerem em alerta. Segundo ele, a instituição pretende garantir a participação política e estudantil da comunidade universitária. Investigações A PF instaurou um inquérito para identificar a origem do incêndio e reconstruir a sequência dos acontecimentos antes do início do fogo. A investigação também busca esclarecer a circulação das mensagens ameaçadoras. Segundo o delegado regional executivo da PF, Rodrigo Bastos, equipes estiveram no local para iniciar os levantamentos periciais e colher informações. Foram utilizados recursos como robôs e drones para obter imagens do interior do prédio sem a entrada dos peritos, ainda impedida pelas condições estruturais. A perícia completa depende de condições de segurança para o acesso ao interior da estrutura. O Instituto Nacional de Criminalística (INC) também foi acionado para reforçar os trabalhos. "Quaisquer fatos que possam ser relacionados com isso têm que ser levantados, a investigação tem que ser ampla. Mas, como eu disse, neste momento a ênfase é identificar a origem do incêndio e reconstituir a dinâmica dos fatos aqui no local na data de ontem. Isso é o mais importante neste momento para não perder o princípio da oportunidade", finalizou o delegado da PF. O que foi perdido no incêndio? O fogo atingiu o prédio da antiga Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (DINE), que abrigava laboratórios de pesquisa da UFPE, incluindo o Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica (NUPIT). O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 100 milhões, considerando as estruturas e os equipamentos destruídos. Entre as pesquisas afetadas estão estudos relacionados a câncer, obesidade, Covid-19, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e autismo. Segundo o reitor Alfredo Gomes, havia cerca de 200 dissertações e teses em andamento nos laboratórios atingidos. A preocupação da universidade é evitar a interrupção dos trabalhos científicos e garantir condições para que os estudantes concluam suas pesquisas. O Ministério da Educação anunciou o repasse de aproximadamente R$ 28 milhões para construir um novo prédio para a universidade. A estrutura terá cerca de 7 mil metros quadrados, mais que o dobro dos aproximadamente 3 mil m² do edifício atingido. O espaço deverá receber os laboratórios afetados, e os equipamentos científicos destruídos também serão recompostos. O início das obras depende da conclusão das perícias e da liberação da área. A expectativa apresentada pelo MEC é que a construção comece cerca de 30 dias após a conclusão dessas etapas. De acordo com o MEC, os estudantes de mestrado e doutorado afetados pelo incêndio continuarão recebendo as bolsas de pesquisa. Em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o ministério informou que os prazos poderão ser prorrogados pelo período necessário para a continuidade dos trabalhos. Também está previsto um chamamento especial do Programa de Doutorado-Sanduíche no Exterior (PDSE), voltado a doutorandos e pesquisadores em fase final das teses. A iniciativa permitirá que os selecionados deem continuidade aos estudos em laboratórios parceiros de países como Alemanha, Estados Unidos e França. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/o-que-se-sabe-sobre-supostas-ameacas-de-incendios-na-ufpe
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