Nova presidente do STM diz que vai trabalhar para diminuir desigualdades
Maria Elizabeth Rocha tomou posse nesta quarta (12) em cerimônia com autoridades
Y
Yumi Kuwano
12/03/2025, 21:10 • Atualizado em 12/03/2025, 21:10
compartilhar
Foto: Divulgação/STM
A nova presidente do presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, afirmou que buscará mais transparência, reconhecimento identitário e defesa do Estado Democrático de Direito em seu mandato. A ministra tomou posse, nesta quarta-feira (12), em Brasília.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
"Os segmentos minoritários esbatem-se, desde sempre, em um ambiente permeado por hostilidades e intolerâncias, a impor o rompimento das travas opostas à igualação. É este o projeto que buscarei implementar frente à Presidência do Superior Tribunal Militar", disse.
A cerimônia de posse da primeira mulher à frente da Corte, no Teatro Nacional — que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, e dos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) — começou com o hino nacional em idioma Tikuna, uma homenagem às Forças Armadas.
"As Forças Armadas, esquadrinhadas pela Constituição cidadã, defendem a soberania da Nação e a segurança do regime democrático quando o espectro dos conflitos internos e externos atinge o grau de gravidade máxima, dando destaque à cadeia de comando, à hierarquia e à disciplina. E se estes princípios magnos se romperem, a Justiça Castrense Federal, a mais antiga do Brasil, é chamada a intervir", ressaltou.
Em discurso feminista, ela ainda comentou que, apesar do cargo, nunca deixará o espírito da advocacia, e desejou boas-vindas à nova ministra indicada por Lula, Verônica Sterman: "Estou segura que sua juventude aliada ao seu vasto conhecimento jurídico, consolidados em duas décadas de advocacia criminal, muito contribuirão para o engrandecimento do STM".
Indicação
Membro da instituição desde 2007, quando foi indicada durante o primeiro mandato de Lula, Maria Elizabeth será a primeira mulher a comandar o STM desde sua criação, em 1893. Ela ficará no cargo até 2027, ao lado do ministro Francisco Joseli Parente Camelo, eleito vice-presidente da Corte.
Natural de Belo Horizonte (MG), ela é formada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e doutora em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Entre 2013 e 2015, Maria Elizabeth chegou a ocupar a função de presidente do tribunal militar, mas apenas para um mandato-tampão, isto é, temporário. A Corte, composta por 15 ministros – sendo cinco civis e 10 militares (Exército, Marinha e Aeronáutica) – é responsável por julgar crimes militares previstos no Código Penal Militar.
Nova presidente do STM diz que vai trabalhar para diminuir desigualdadesMaria Elizabeth Rocha tomou posse nesta quarta (12) em cerimônia com autoridadesBrasil2025-03-12T21:10:50.211ZA nova presidente do presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, afirmou que buscará mais transparência, reconhecimento identitário e defesa do Estado Democrático de Direito em seu mandato. A ministra tomou posse, nesta quarta-feira (12), em Brasília. "Os segmentos minoritários esbatem-se, desde sempre, em um ambiente permeado por hostilidades e intolerâncias, a impor o rompimento das travas opostas à igualação. É este o projeto que buscarei implementar frente à Presidência do Superior Tribunal Militar", disse. A cerimônia de posse da primeira mulher à frente da Corte, no Teatro Nacional — que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, e dos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) — começou com o hino nacional em idioma Tikuna, uma homenagem às Forças Armadas. "As Forças Armadas, esquadrinhadas pela Constituição cidadã, defendem a soberania da Nação e a segurança do regime democrático quando o espectro dos conflitos internos e externos atinge o grau de gravidade máxima, dando destaque à cadeia de comando, à hierarquia e à disciplina. E se estes princípios magnos se romperem, a Justiça Castrense Federal, a mais antiga do Brasil, é chamada a intervir", ressaltou. Em discurso feminista, ela ainda comentou que, apesar do cargo, nunca deixará o espírito da advocacia, e desejou boas-vindas à nova ministra indicada por Lula, Verônica Sterman: "Estou segura que sua juventude aliada ao seu vasto conhecimento jurídico, consolidados em duas décadas de advocacia criminal, muito contribuirão para o engrandecimento do STM". Indicação Membro da instituição desde 2007, quando foi indicada durante o primeiro mandato de Lula, Maria Elizabeth será a primeira mulher a comandar o STM desde sua criação, em 1893. Ela ficará no cargo até 2027, ao lado do ministro Francisco Joseli Parente Camelo, eleito vice-presidente da Corte. Natural de Belo Horizonte (MG), ela é formada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e doutora em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Entre 2013 e 2015, Maria Elizabeth chegou a ocupar a função de presidente do tribunal militar, mas apenas para um mandato-tampão, isto é, temporário. A Corte, composta por 15 ministros – sendo cinco civis e 10 militares (Exército, Marinha e Aeronáutica) – é responsável por julgar crimes militares previstos no Código Penal Militar.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/nova-presidente-do-stm-diz-que-vai-trabalhar-para-diminuir-desigualdades
Galvão Bueno narra 100º gol do Brasil em Copas do Mundo
Feito histórico foi alcançado nesta quarta-feira (24) graças ao gol de Vinicius Júnior na partida entre Brasil e Escócia, com transmissão de SBT e N Sports