Não fiquei plenamente satisfeito, diz ministro sobre Ideb
Leandro Barchini afirmou ao SBT News que os resultados mostram avanço na educação, mas disse que o país ainda precisa evoluir e atingir as metas do Ideb
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Amanda Klein, Victoria Abel, Murillo Otavio
Estudo aponta avanços na educação brasileira, mas destaca desafios para ampliar o acesso e reduzir a evasão escolar | Reprodução/Magnific
O ministro da Educação, Leandro Barchini, afirmou, em entrevista ao SBT News nesta quinta-feira (6), que ficou parcialmente satisfeito com os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que avalia a qualidade da educação no Brasil. Segundo ele, os indicadores mostram avanços, mas o país ainda precisa melhorar.
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“Fiquei satisfeito, mas não plenamente satisfeito. A gente precisa avançar mais. Mas, quando a gente olha para 20 anos atrás, quando o Ideb começou a ser calculado, houve uma mudança brutal”, afirmou.
Divulgados pelo governo na quarta-feira (5), os dados mostram que os anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) continuam sendo a única etapa que, desde 2007, cumpre as metas estabelecidas pelo Ideb. A única exceção foi em 2021, quando os resultados ficaram abaixo do esperado por causa dos impactos da pandemia de Covid-19. O índice passou de 6,0, em 2023, para 6,3.
As demais etapas também registraram avanço, mas seguem abaixo das metas. O ensino médio continua sendo o maior desafio. Nenhuma rede estadual atingiu o objetivo previsto, e apenas seis superaram a média nacional. Considerando as redes pública e privada, o Ideb do ensino médio passou de 4,3 para 4,5, ainda abaixo da meta de 5,2.
Barchini afirmou que o governo avançou na ampliação do acesso à educação, na permanência dos estudantes na escola e na melhoria da aprendizagem, mas reconheceu que ainda há desafios. Segundo o ministro, cerca de 80% dos jovens de até 19 anos concluem o ensino médio.
O ministro também destacou que organismos internacionais, como a Unesco e o Unicef, estimavam que o Brasil levaria cerca de dez anos para recuperar as perdas de aprendizagem provocadas pela pandemia. No entanto, segundo os resultados do Ideb, essa recuperação ocorreu em quatro anos.
Ao comentar o programa Pé-de-Meia, lançado em janeiro de 2024, Barchini avaliou que a iniciativa ainda não teve tempo suficiente para produzir impactos significativos na aprendizagem. Os dados do Ideb indicam que, no primeiro ano de implementação, o programa teve efeito limitado nos resultados. A iniciativa oferece um incentivo mensal de R$ 200 a estudantes de baixa renda que mantêm frequência escolar, além de bônus anuais por aprovação.
Não fiquei plenamente satisfeito, diz ministro sobre IdebLeandro Barchini afirmou ao SBT News que os resultados mostram avanço na educação, mas disse que o país ainda precisa evoluir e atingir as metas do IdebBrasil2026-08-06T18:44:14.989ZO ministro da Educação, Leandro Barchini, afirmou, em entrevista ao SBT News nesta quinta-feira (6), que ficou parcialmente satisfeito com os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que avalia a qualidade da educação no Brasil. Segundo ele, os indicadores mostram avanços, mas o país ainda precisa melhorar. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. “Fiquei satisfeito, mas não plenamente satisfeito. A gente precisa avançar mais. Mas, quando a gente olha para 20 anos atrás, quando o Ideb começou a ser calculado, houve uma mudança brutal”, afirmou. Divulgados pelo governo na quarta-feira (5), os dados mostram que os anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) continuam sendo a única etapa que, desde 2007, cumpre as metas estabelecidas pelo Ideb. A única exceção foi em 2021, quando os resultados ficaram abaixo do esperado por causa dos impactos da pandemia de Covid-19. O índice passou de 6,0, em 2023, para 6,3. As demais etapas também registraram avanço, mas seguem abaixo das metas. O ensino médio continua sendo o maior desafio. Nenhuma rede estadual atingiu o objetivo previsto, e apenas seis superaram a média nacional. Considerando as redes pública e privada, o Ideb do ensino médio passou de 4,3 para 4,5, ainda abaixo da meta de 5,2. Barchini afirmou que o governo avançou na ampliação do acesso à educação, na permanência dos estudantes na escola e na melhoria da aprendizagem, mas reconheceu que ainda há desafios. Segundo o ministro, cerca de 80% dos jovens de até 19 anos concluem o ensino médio. O ministro também destacou que organismos internacionais, como a Unesco e o Unicef, estimavam que o Brasil levaria cerca de dez anos para recuperar as perdas de aprendizagem provocadas pela pandemia. No entanto, segundo os resultados do Ideb, essa recuperação ocorreu em quatro anos. Ao comentar o programa Pé-de-Meia, lançado em janeiro de 2024, Barchini avaliou que a iniciativa ainda não teve tempo suficiente para produzir impactos significativos na aprendizagem. Os dados do Ideb indicam que, no primeiro ano de implementação, o programa teve efeito limitado nos resultados. A iniciativa oferece um incentivo mensal de R$ 200 a estudantes de baixa renda que mantêm frequência escolar, além de bônus anuais por aprovação. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/nao-fiquei-plenamente-satisfeito-diz-ministro-sobre-ideb
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