Mudanças na norma que previne doenças mentais no ambiente de trabalho demandam olhar sensível dos empregadores
O psiquiatra Thiago Blanco, entrevistado do PodNews deste sábado, falou sobre a importância da alteração na regra, que começa a valer em maio
Hariane Bittencourt
A partir de 26 de maio, a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), do Ministério do Trabalho e Emprego, vai mudar. Pela alteração, as empresas brasileiras terão de incluir a avaliação e gerenciamento de riscos psicossociais em seus programas de segurança e saúde no trabalho.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Para o psiquiatra Thiago Blanco, referência técnica em psiquiatra da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), é importante que as companhias desenvolvam práticas em prol da saúde mental dos colaboradores. Em entrevista ao PodNews deste sábado (31), ele explicou as implicações da atualização na NR-1.
"Muitos permanecem no trabalho mais tempo do que nas suas próprias casas. Portanto, esse ambiente do trabalho pode ser o fator protetor ou desencadeador. O que é que a NR-1 traz que o empregador precisa estar atento para prevenir e diminuir fatores de risco? Isso quer dizer tornar o ambiente agradável, um ambiente que seja protegido, diminuir o absenteísmo, situações de discriminação, racismo, intolerância e, principalmente, de assédio", afirmou.
Blanco destacou a importância da escolha de bons líderes e propôs uma reflexão sobre o que chamou de "compromisso ético de humanidade", algo que consiste na conexão entre os pares e que, para ele, precisa ser resgatado no ambiente de trabalho.
"Nós precisamos nos conectar uns com os outros. É isso que nos salva enquanto humanidade. Notadamente, nós conseguimos perceber quando as pessoas se relacionam conosco de forma burocrática e quando elas de fato estão interessadas em saber sobre a história do outro. No ambiente de trabalho isso também é importante", alertou.
O psiquiatra explicou, ainda, quais são os principais sinais de adoecimento mental e o conceito da Síndrome de Burnout, que desde janeiro do ano passado é considerada uma doença ocupacional.
"O burnout é um desfecho psicopatológico, um diagnóstico que está relacionado à exposição a um excesso de trabalho, a uma estafa profissional. Quando o trabalho exige tanto que aquela pessoa passa o maior parte do tempo pensando no trabalho, pensando nas entregas que precisam ser feitas", disse o especialista.
Mudanças na norma que previne doenças mentais no ambiente de trabalho demandam olhar sensível dos empregadoresO psiquiatra Thiago Blanco, entrevistado do PodNews deste sábado, falou sobre a importância da alteração na regra, que começa a valer em maioBrasil2026-01-31T18:55:18.943ZA partir de 26 de maio, a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), do Ministério do Trabalho e Emprego, vai mudar. Pela alteração, as empresas brasileiras terão de incluir a avaliação e gerenciamento de riscos psicossociais em seus programas de segurança e saúde no trabalho. Para o psiquiatra Thiago Blanco, referência técnica em psiquiatra da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), é importante que as companhias desenvolvam práticas em prol da saúde mental dos colaboradores. Em entrevista ao PodNews deste sábado (31), ele explicou as implicações da atualização na NR-1. "Muitos permanecem no trabalho mais tempo do que nas suas próprias casas. Portanto, esse ambiente do trabalho pode ser o fator protetor ou desencadeador. O que é que a NR-1 traz que o empregador precisa estar atento para prevenir e diminuir fatores de risco? Isso quer dizer tornar o ambiente agradável, um ambiente que seja protegido, diminuir o absenteísmo, situações de discriminação, racismo, intolerância e, principalmente, de assédio", afirmou. Blanco destacou a importância da escolha de bons líderes e propôs uma reflexão sobre o que chamou de "compromisso ético de humanidade", algo que consiste na conexão entre os pares e que, para ele, precisa ser resgatado no ambiente de trabalho. "Nós precisamos nos conectar uns com os outros. É isso que nos salva enquanto humanidade. Notadamente, nós conseguimos perceber quando as pessoas se relacionam conosco de forma burocrática e quando elas de fato estão interessadas em saber sobre a história do outro. No ambiente de trabalho isso também é importante", alertou. O psiquiatra explicou, ainda, quais são os principais sinais de adoecimento mental e o conceito da Síndrome de Burnout, que desde janeiro do ano passado é considerada uma doença ocupacional. "O burnout é um desfecho psicopatológico, um diagnóstico que está relacionado à exposição a um excesso de trabalho, a uma estafa profissional. Quando o trabalho exige tanto que aquela pessoa passa o maior parte do tempo pensando no trabalho, pensando nas entregas que precisam ser feitas", disse o especialista.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/mudancas-na-norma-que-previne-doencas-mentais-no-ambiente-de-trabalho-demandam-olhar-sensivel-dos-empregadores
Caso Lulinha: “fazer justiça, doa quem doer”, diz Haddad
Candidato do PT ao governo de São Paulo aprova investigação relacionada ao suposto vazamento de informações sigilosas sobre processo que apura fraudes no INSS
Ações da Oncoclínicas disparam antes de julgamento da CVM
Papeis da empresa, que está em recuperação judicial, subiram 34% na véspera da decisão sobre Oferta Pública de Ações (OPA), que deve movimentar R$ 6 bilhoes