Ministro Lewandovski conversou com presidente do INSS antes de ele ser afastado
Alessandro Stefanutto e outros cinco servidores são suspeitos de envolvimento em fraudes de R$ 6,3 bilhões
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Gabriela Tunes
Presidente do INSS, Alessandro Stefanutto | Divulgação/Wilson Dias/Agência Brasil
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandovski, disse que conversou com o presidente afastado do INSS, Alessandro Stefanutto, nesta quarta-feira (23) de manhã, para falar sobre a Operação Sem Desconto. O presidente foi afastado do cargo pela Justiça por suspeita de envolvimento em fraudes.
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Além dele, outros cinco servidores foram afastados: o diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão (INSS), o chefe da Procuradoria Federal Especializada do INSS, o coordenador-geral de Suporte ao Atendimento ao Cliente (INSS), o coordenador-geral de Pagamentos e Benefícios (INSS) e um policial federal.
A CGU suspendeu os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) das entidades com o INSS. Os aposentados e pensionistas que identificarem desconto indevido podem pedir exclusão automática pelo aplicativo ou no site Meu INSS.
Um esquema nacional de descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), principalmente aposentadorias e pensões, é alvo da megaoperação Sem Desconto, deflagrada nesta quarta-feira (23) pela Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU). De 2019 a 2024, entidades investigadas cobraram ilegalmente valor estimado de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas.
A força-tarefa de hoje mobilizou cerca de 700 agentes da PF e 80 servidores da CGU para cumprimento de 211 mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária. Ordens judiciais são cumpridas no Distrito Federal e em 13 estados: Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.
A Justiça também determinou ordens de sequestro de bens e valores de mais de R$ 1 bilhão e afastamento de seis servidores públicos. Imagens da PF mostram carro e motos de luxo encontrados na operação.
A auditoria da CGU
Em 2023, a CGU iniciou as apurações sobre o aumento do número de entidades dos valores descontados dos aposentados. A partir desse processo, foram feitas auditorias em 29 entidades que tinham Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com o INSS. Também foram realizadas entrevistas com 1.300 aposentados que tinham descontos em folha de pagamento.
A CGU identificou que as entidades não tinham estrutura operacional para prestar os serviços que ofereciam aos beneficiários e que, dos entrevistados. A Controladoria também identificou que 70% das 29 entidades analisadas não tinham entregue a documentação completa ao INSS.
Servidores
Em nota, os servidores do INSS disseram que manifestam "total repúdio à possível utilização indevida do INSS como balcão de negócios. Esperamos que as investigações avancem com rigor e transparência, e que todos os envolvidos sejam devidamente responsabilizados". Os servidores também ressaltaram as críticas contra a gestão de Stefanutto. "Embora a motivação do afastamento tenha surpreendido muitos, não surpreende a categoria, que já denunciava há muito tempo sua gestão desastrosa, os métodos antidemocráticos, truculentos e o tratamento desrespeitoso com os trabalhadores e suas entidades representativas".
Ministro Lewandovski conversou com presidente do INSS antes de ele ser afastadoAlessandro Stefanutto e outros cinco servidores são suspeitos de envolvimento em fraudes de R$ 6,3 bilhõesBrasil2025-04-23T16:27:51.001ZO ministro da Justiça, Ricardo Lewandovski, disse que conversou com o presidente afastado do INSS, Alessandro Stefanutto, nesta quarta-feira (23) de manhã, para falar sobre a Operação Sem Desconto. O presidente foi afastado do cargo pela Justiça por suspeita de envolvimento em fraudes. Além dele, outros cinco servidores foram afastados: o diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão (INSS), o chefe da Procuradoria Federal Especializada do INSS, o coordenador-geral de Suporte ao Atendimento ao Cliente (INSS), o coordenador-geral de Pagamentos e Benefícios (INSS) e um policial federal. A CGU suspendeu os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) das entidades com o INSS. Os aposentados e pensionistas que identificarem desconto indevido podem pedir exclusão automática pelo aplicativo ou no site . A operação Um esquema nacional de descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), principalmente aposentadorias e pensões, é alvo da megaoperação Sem Desconto, deflagrada nesta quarta-feira (23) pela Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU). De 2019 a 2024, entidades investigadas cobraram ilegalmente valor estimado de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas. A força-tarefa de hoje mobilizou cerca de 700 agentes da PF e 80 servidores da CGU para cumprimento de 211 mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária. Ordens judiciais são cumpridas no Distrito Federal e em 13 estados: Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. A Justiça também determinou ordens de sequestro de bens e valores de mais de R$ 1 bilhão e afastamento de seis servidores públicos. Imagens da PF mostram carro e motos de luxo encontrados na operação. A auditoria da CGU Em 2023, a CGU iniciou as apurações sobre o aumento do número de entidades dos valores descontados dos aposentados. A partir desse processo, foram feitas auditorias em 29 entidades que tinham Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com o INSS. Também foram realizadas entrevistas com 1.300 aposentados que tinham descontos em folha de pagamento. A CGU identificou que as entidades não tinham estrutura operacional para prestar os serviços que ofereciam aos beneficiários e que, dos entrevistados. A Controladoria também identificou que 70% das 29 entidades analisadas não tinham entregue a documentação completa ao INSS. Servidores Em nota, os servidores do INSS disseram que manifestam "total repúdio à possível utilização indevida do INSS como balcão de negócios. Esperamos que as investigações avancem com rigor e transparência, e que todos os envolvidos sejam devidamente responsabilizados". Os servidores também ressaltaram as críticas contra a gestão de Stefanutto. "Embora a motivação do afastamento tenha surpreendido muitos, não surpreende a categoria, que já denunciava há muito tempo sua gestão desastrosa, os métodos antidemocráticos, truculentos e o tratamento desrespeitoso com os trabalhadores e suas entidades representativas". São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/ministro-lewandovski-conversou-com-presidente-do-inss-antes-de-ele-ser-afastado
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