Marquise do Ibirapuera reabre após quase sete anos e volta a receber público
Espaço histórico do maior parque de São Paulo passou por reforma de R$ 87 milhões e integra as comemorações dos 472 anos da cidade

Gaby de Saboya
Depois de quase sete anos fechada para reformas, a Marquise do Parque Ibirapuera voltou a ser ocupada pelo público neste sábado (24). A reabertura acontece às vésperas do aniversário de São Paulo, que completa 472 anos neste domingo.
Quem sempre fez parte da história do espaço não perdeu tempo para retomar o uso. “Voltar hoje é, na verdade, voltar para casa”, afirmou o skatista Fábio Bolota, frequentador histórico da marquise.
Com quase 27 mil metros quadrados, a marquise passou por uma reorganização para evitar conflitos entre diferentes atividades. Após a reforma, pouco mais de 13% da área (cerca de 3.600 m²) foi reservada para a prática de skate, patins e circulação de bicicletas.
Segundo a administração, a proposta é equilibrar preservação do patrimônio, esporte e convivência. “Agora assumimos o compromisso da conservação e manutenção desse patrimônio histórico tão valioso”, afirmou Roberto Capobianco, representante da concessionária.
A liberação do uso para skatistas, patinadores e ciclistas foi tema de debate durante o período de obras. A proibição chegou a ser cogitada, mas acabou descartada. Para alguns frequentadores, a delimitação de espaço é necessária para organizar o uso coletivo; para outros, o espaço destinado aos esportes é insuficiente.
O prefeito Ricardo Nunes defendeu o projeto e afirmou que ajustes ainda podem ser feitos, como melhorias na sinalização. “O objetivo é compartilhar o uso, respeitando que o direito de um vai até onde começa o direito do outro”, disse.
Além das práticas esportivas, a marquise poderá ser usada para caminhadas, piqueniques e pequenas atividades culturais. A maior parte da área foi destinada às crianças, reforçando o caráter familiar do espaço.
O que mudou na Marquise do Ibirapuera?
Projetada por Oscar Niemeyer, a marquise estava interditada desde o fim de 2019, após laudos técnicos apontarem risco à segurança da estrutura. A requalificação incluiu novo piso, iluminação, drenagem e impermeabilização, com investimento de quase R$ 87 milhões, feito pela Prefeitura de São Paulo.
Atualmente, a gestão do parque é feita pela empresa Urbia, que assumiu a administração em 2020 após concessão.









