Brasil

Marcelinho Carioca acusa ex-advogada de desviar quase R$ 500 mil

Ex-jogador levou mais de um ano para perceber o desfalque do valor; advogada nega qualquer irregularidade

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O ex-jogador Marcelinho Carioca (Marcelo Pereira Surcin), craque da história do Corinthians, acusou sua ex-advogada de desviar mais R$ 479.427 de sua conta bancária.

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Marcelinho registrou um boletim de ocorrência, após ter procurado a Polícia Civil. No inquérito, ele alega ter R$ 479.427,92 subtraídos, no dia 28 de janeiro de 2025. Comprovantes bancários recuperados pelo Resgate Justiça Estadual mostram que o ex-atleta era o beneficiário direto do valor, mas o montante foi depositado na conta da ex-advogada.

Em depoimento prestado na última sexta-feira (17) no 17º Distrito Policial - Ipiranga, o ex-jogador alegou que tinha encerrado o vínculo com a ex-advogada no dia 24 de junho de 2024, mas que só percebeu o desfalque no final do ano seguinte.

Marcelinho registrou um boletim de ocorrência como estelionato. O ex-jogador disse em depoimento que, na época, um comentário de uma pessoa nas redes sociais o deixou desconfiado. Um rapaz falou sobre o processo falimentar das “Fazendas Reunidas Boi Gordo”. Marcelinho, então, foi checar o andamento do seu processo sobre a empresa. O valor supostamente desviado seria referente a esse caso.

A Agência SBT procurou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para mais detalhes sobre o andamento das investigações contra a advogada e aguarda retorno.

O que diz o outro lado

A advogada Fernanda Fenerichi afirmou em nota enviada ao SBT News que atuou desde 2022 na defesa de Marcelinho Carioca no processo de falência do Grupo Boi Gordo e que os valores relacionados ao ex-jogador foram depositados sem identificação clara, o que teria dificultado o reconhecimento imediato da titularidade. Segundo ela, “o depósito referente ao crédito do Sr. Marcelo ingressou na conta do escritório nessas exatas condições — sem qualquer identificação”, apontando que a situação decorre de uma falha sistêmica do próprio processo falimentar.

A defesa nega qualquer irregularidade e sustenta que adotou medidas para repassar os valores, incluindo uma ação de consignação em pagamento, com quantia já disponível à Justiça.

A nota também contesta a versão de que houve destituição da advogada e acusa a equipe atual de Marcelinho de impor exigências indevidas para a liberação do dinheiro, classificando a conduta como “verdadeira tentativa de extorsão”.

O escritório ainda afirma que tomará medidas judiciais por calúnia e destaca que “quem pratica estelionato não deposita valores em juízo”.

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