Justiça torna ré universitária acusada de matar namorado e amiga em SP
Tribunal aceitou denúncia do Ministério Público e manteve prisão preventiva; crime teria sido motivado por ciúmes

Antonio Souza
Agência SBT
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) aceitou nesta terça-feira (13) a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra a universitária Geovanna Proque, de 21 anos, acusada de atropelar e matar o namorado, Raphael Canuto, e a amiga dele, Joyce Correa, em 28 de dezembro de 2025. Com a decisão, Geovanna tornou-se ré no processo.
Segundo o MP, a acusada teria agido com intenção homicida, utilizando recurso que dificultou a defesa das vítimas e meio cruel. A promotoria também fixou pedido de indenização de R$ 100 mil para cada família, como reparação pelos danos causados.
De acordo com a acusação, Geovanna mantinha um relacionamento com Raphael marcado por conflitos e crises de ciúmes.
No dia do crime, após uma discussão em uma confraternização, ela teria deixado o local e, posteriormente, perseguido Raphael, que seguia de motocicleta com Joyce. As vítimas teriam sido atingidas de surpresa, conforme a denúncia.
Decisão judicial e prisão preventiva
A juíza Isadora Botti Beraldo Moro, da 5ª Vara do Júri, decidiu manter a prisão preventiva da acusada. Na decisão, a magistrada destacou a gravidade dos fatos, a necessidade de garantia da ordem pública e do regular andamento do processo.
Geovanna deverá apresentar defesa por escrito em até 10 dias, podendo juntar documentos, indicar provas e arrolar até oito testemunhas. Caso a defesa não seja apresentada no prazo, a Justiça deverá nomear um defensor para representá-la.
Relembre o caso
No dia 28 de dezembro, Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, dirigia um carro em alta velocidade perseguindo a moto em que estavam seu namorado, Raphael Canuto Costa, de 21 anos, e Joyce Corrêa da Silva, de 19, e a atingiu violentamente.
De acordo com o boletim de ocorrência, a hipótese da polícia é de que o atropelamento tenha sido motivado por ciúmes da passageira que ele levava na moto.
A motorista fugiu logo após a batida, mas foi detida minutos depois. Segundo a Polícia Militar, ela estava alterada e precisou ser retirada do local para evitar um lixamento. Um terceiro homem também foi atropelado e ficou ferido.
Madrasta tentou convencer a não dirigir
A madrasta, que estava com Geovanna no momento do acidente, disse que tentou convencer a jovem a não dirigir, mas não conseguiu.
Estudante de veterinária, ela foi indiciada por duplo homicídio e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Segundo a polícia, Geovanna teria tido uma crise ao saber que Raphael fazia um churrasco em sua casa com a presença de outras mulheres.
Ela então decidiu ir até o local, acompanhada da madrasta, que relatou à polícia que Geovanna possui transtornos psiquiátricos e faz uso de medicamentos para depressão e bipolaridade.
A defesa de Geovanna pretende alegar que ela teve um surto provocado por seu quadro de saúde mental e pelo uso contínuo de medicamentos. No entanto, para a polícia, o crime foi premeditado.
A investigação anexou ao inquérito mensagens enviadas por Geovanna a amigas de Raphael, nas quais ela faz ameaças horas antes do crime, como: “Se eu for aí essa faca de picanha vai cortar o seu pescoço”, “Cansei de ficar sozinha” e “Vai beijar o diabo”.










