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Investigado por operar dinheiro do CV é preso no Galeão

Gabriel Maurício Soares Paes foi preso no aeroporto após voltar de uma viagem à Europa; investigação aponta movimentações de até R$ 2 milhões

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Polícia prende suspeito de movimentar dinheiro do Comando Vermelho (CV). | Reprodução

Polícia prende suspeito de movimentar dinheiro do Comando Vermelho (CV). | Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na madrugada desta sexta-feira (9), Gabriel Maurício Soares Paes, conhecido como “Ximba”, apontado como um dos principais operadores financeiros do Comando Vermelho (CV). A prisão foi realizada no Aeroporto Internacional do Galeão, na Zona Norte do Rio.

Ximba voltava de uma viagem luxuosa pela Europa. Kristayane Souza, namorada do traficante, publicou fotos da viagem em Roma e em Paris nos últimos dias.

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Segundo a Polícia Civil, Ximba foi preso em flagrante pela suspeita de participação em organização criminosa. As investigações apontam que ele atuava na movimentação e na dissimulação de recursos provenientes do tráfico de drogas, por meio de contas de terceiros e empresas de fachada em diferentes estados brasileiros.

O investigado é apontado como subordinado a Edgard Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, uma das principais lideranças do Comando Vermelho, e a Rosemberg da Silva Medeiros Gomes, o “Berg”, identificado pela polícia como contador da facção no Complexo da Penha, na Zona Norte da capital fluminense.

Investigação identificou movimentações milionárias

De acordo com a Polícia Civil, a investigação avançou após a análise de dados telemáticos relacionados a Nikolas Fernandes Soares, conhecido como “Hurley”, preso durante a Operação Contenção, em 28 de outubro de 2025.

As conversas entre Hurley e Ximba, segundo os investigadores, revelaram uma rotina de transferências bancárias, saques, utilização de contas de terceiros e circulação de grandes quantias em dinheiro. O mecanismo investigado envolvia a conversão de valores em espécie em transferências bancárias e operações via Pix.

Em um dos episódios identificados, Hurley informou a Ximba que tinha R$ 700 mil em dinheiro vivo. Na sequência, conforme a investigação, Ximba começou a providenciar uma conta para viabilizar as transferências do montante.

Os investigadores também identificaram comprovantes de transferências entre pessoas jurídicas que totalizavam R$ 268.150,01. Em outra conversa, foi identificada uma referência a uma transação de R$ 2 milhões realizada por Ximba.

A Polícia Civil afirma ainda que o investigado teria atuação em um núcleo especializado em fraudes financeiras vinculadas à facção, sendo apontado como chefe de uma central de golpes financeiros.

A prisão foi realizada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Em nota, a Polícia Civil afirmou que a ação busca atingir não apenas integrantes envolvidos diretamente no tráfico de drogas, mas também estruturas financeiras responsáveis por movimentar e ocultar recursos da facção.

Namorada é citada

A investigação também identificou indícios de que pessoas próximas a Ximba poderiam ter sido utilizadas como "laranjas" para receber e movimentar recursos. Entre elas está sua companheira, Kristayane Souza, conhecida como “Princesa do Slot”.

Segundo a Polícia Civil, relatórios de inteligência financeira apontaram fortes indícios de que contas vinculadas à mulher possam ter sido usadas como parte da estrutura de movimentação financeira atribuída ao investigado. Entre as operações analisadas estão recebimentos de empresas com características de fachada sediadas em Rondônia.

Influenciadora digital, Kristayane publica nas redes sociais registros de viagens e de um estilo de vida luxuoso. Ela também divulgava conteúdos relacionados a apostas. A existência de indícios financeiros, segundo a investigação, não significa, por si só, comprovação de participação em crimes.

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