Idec pede suspensão do Grok após uso para criar imagens sexuais falsas sem consentimento
Instituto aponta falhas graves de segurança na ferramenta de IA do X e cita violações ao CDC, à LGPD e ao ECA
Vicklin Moraes
Ilustração com logotipos da xAI e da Grok | Reprodução/Reuters
O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) pediu nesta segunda-feira (12) a suspensão do Grok, ferramenta de inteligência artificial da plataforma X (ex-Twitter), após a constatação de que o sistema vem sendo utilizado para gerar imagens falsas sexualizadas de mulheres e crianças sem consentimento.
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O ofício foi encaminhado aos integrantes do Comitê Intersetorial para a Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente no Ambiente Digital, instância que reúne o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).
Para o instituto, o caso configura defeito grave na prestação do serviço, nos termos do Código de Defesa do Consumidor, já que a plataforma não oferece o nível de segurança legitimamente esperado pelos usuários nem pelas pessoas atingidas pelos danos. O Idec também apontaviolações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), ao Marco Civil da Internet, ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e ao recém-aprovado ECA Digital.
"O episódio evidencia que inovação tecnológica sem responsabilidade produz danos reais. Quando uma tecnologia não consegue garantir salvaguardas mínimas, sua interrupção temporária é uma exigência jurídica e ética", afirma o Idec.
Esse tipo de manipulação, conhecido como deepnude, quando imagens reais são alteradas por inteligência artificial para simular nudez, não é novidade, mas ganhou escala no mês passado e se espalhou como tendência no Brasil e em outros países.
No Brasil, a produção e a divulgação de conteúdo erótico ou pornográfico por meio de manipulação digital sem autorização configuram crime, com pena que pode chegar a um ano de prisão. O Projeto de Lei 370/2024, já aprovado pela Câmara dos Deputados e em análise no Senado Federal, prevê o aumento da punição, com possibilidade de triplicar a pena atual.
Idec pede suspensão do Grok após uso para criar imagens sexuais falsas sem consentimentoInstituto aponta falhas graves de segurança na ferramenta de IA do X e cita violações ao CDC, à LGPD e ao ECABrasil2026-01-12T18:19:48.468ZO Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) pediu nesta segunda-feira (12) a suspensão do Grok, ferramenta de inteligência artificial da plataforma X (ex-Twitter), após a constatação de que o sistema vem sendo utilizado para gerar imagens falsas sexualizadas de mulheres e crianças sem consentimento. O ofício foi encaminhado aos integrantes do Comitê Intersetorial para a Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente no Ambiente Digital, instância que reúne o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). Para o instituto, o caso configura defeito grave na prestação do serviço, nos termos do Código de Defesa do Consumidor, já que a plataforma não oferece o nível de segurança legitimamente esperado pelos usuários nem pelas pessoas atingidas pelos danos. O Idec também aponta violações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), ao Marco Civil da Internet, ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e ao recém-aprovado ECA Digital. "O episódio evidencia que inovação tecnológica sem responsabilidade produz danos reais. Quando uma tecnologia não consegue garantir salvaguardas mínimas, sua interrupção temporária é uma exigência jurídica e ética", afirma o Idec. Deepnude Na semana passada, o jornalismo do SBT ouviu a jornalista Julie Yukari, que denunciou a adulteração de uma foto sua por meio de inteligência artificial e a republicação do material sem roupa nas redes sociais. Segundo ela, Esse tipo de manipulação, conhecido como deepnude, quando imagens reais são alteradas por inteligência artificial para simular nudez, não é novidade, mas ganhou escala no mês passado e se espalhou como tendência no Brasil e em outros países. No Brasil, a produção e a divulgação de conteúdo erótico ou pornográfico por meio de manipulação digital sem autorização configuram crime, com pena que pode chegar a um ano de prisão. O Projeto de Lei 370/2024, já aprovado pela Câmara dos Deputados e em análise no Senado Federal, prevê o aumento da punição, com possibilidade de triplicar a pena atual.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/idec-pede-suspensao-do-grok-apos-uso-para-criar-imagens-sexuais-falsas-sem-consentimento
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