Governo admite falhas em fuga de Mossoró, mas afasta possibilidade de corrupção,
De acordo com relatório da Secretaria Nacional de Políticas Penais, servidores públicos ignoraram protocolos de segurança carcerária
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Jésus Mosquéra
02/04/2024, 20:23 • Atualizado em 02/04/2024, 20:23
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O governo federal divulgou, nesta terça-feira (2), uma nota sobre o resultado final da apuração sobre as responsabilidades de agentes públicos sobre a fuga de dois detentos da penitenciária de segurança máxima de Mossoró (RN). A conclusão é de que não há indícios de corrupção, mas os protocolos de segurança carcerária deixaram de ser seguidos.
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Em razão das falhas, foram instaurados três Processos Administrativos Disciplinares (PADs), envolvendo 10 servidores. Outros 17 servidores assinarão Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), no qual se comprometem, entre outras medidas, a não repetir os erros e a passar por cursos de reciclagem.
Problemas estruturais
A apuração foi conduzida pela Corregedoria-Geral da Secretaria Nacional de Políticas Penais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A corregedora-geral, Marlene Rosa, determinou a abertura de uma nova Investigação Preliminar Sumária para continuar as apurações referentes às causas da fuga. Esse procedimento tem foco nos problemas estruturais da unidade federal.
Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais, a íntegra do relatório não será divulgada para “não prejudicar a nova investigação e os procedimentos correcionais que estão sendo instaurados”.
Investigação da Polícia Federal
Além das apurações internas, de caráter administrativo, os servidores da penitenciária são investigados em inquérito da Polícia Federal. A investigação policial, ainda em andamento, tem foco em possíveis crimes cometidos. Não está descartada, portanto, a possibilidade de a PF chegar a uma conclusão diferente das apurações internas, inclusive em relação ao crime de corrupção.
Relembre o caso
Deibson Cabral Nascimento, 33, o Deisinho, e Rogério da Silva Mendonça, 35, o Martelo, fugiram no dia 14 de fevereiro, pelo buraco da luminária da cela e pelo forro da unidade. Os dois são membros do Comando Vermelho do Acre e atuam na região de fronteira do Brasil com a Bolívia.
Até a publicação desta reportagem, eles ainda não haviam sido encontrados.
Governo admite falhas em fuga de Mossoró, mas afasta possibilidade de corrupção, De acordo com relatório da Secretaria Nacional de Políticas Penais, servidores públicos ignoraram protocolos de segurança carceráriaBrasil2024-04-02T20:23:57.583ZO governo federal divulgou, nesta terça-feira (2), uma nota sobre o resultado final da apuração sobre as responsabilidades de agentes públicos sobre a fuga de dois detentos da penitenciária de segurança máxima de Mossoró (RN). A conclusão é de que não há indícios de corrupção, mas os protocolos de segurança carcerária deixaram de ser seguidos. Em razão das falhas, foram instaurados três Processos Administrativos Disciplinares (PADs), envolvendo 10 servidores. Outros 17 servidores assinarão Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), no qual se comprometem, entre outras medidas, a não repetir os erros e a passar por cursos de reciclagem. Problemas estruturais A apuração foi conduzida pela Corregedoria-Geral da Secretaria Nacional de Políticas Penais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A corregedora-geral, Marlene Rosa, determinou a abertura de uma nova Investigação Preliminar Sumária para continuar as apurações referentes às causas da fuga. Esse procedimento tem foco nos problemas estruturais da unidade federal. Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais, a íntegra do relatório não será divulgada para “não prejudicar a nova investigação e os procedimentos correcionais que estão sendo instaurados”. Investigação da Polícia Federal Além das apurações internas, de caráter administrativo, os servidores da penitenciária são investigados em inquérito da Polícia Federal. A investigação policial, ainda em andamento, tem foco em possíveis crimes cometidos. Não está descartada, portanto, a possibilidade de a PF chegar a uma conclusão diferente das apurações internas, inclusive em relação ao crime de corrupção. Relembre o caso Deibson Cabral Nascimento, 33, o Deisinho, e Rogério da Silva Mendonça, 35, o Martelo, fugiram no dia 14 de fevereiro, pelo buraco da luminária da cela e pelo forro da unidade. Os dois são membros do Comando Vermelho do Acre e atuam na região de fronteira do Brasil com a Bolívia. Até a publicação desta reportagem, eles ainda não haviam sido encontrados.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/governo-admite-falhas-em-fuga-de-mossoro-mas-afasta-possibilidade-de-corrupcao
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